Todos os Sons
O ponto de encontro da música instrumental brasileira
Paulo Moura: a liberdade de tocar
Paulo Moura gostava de jazz. E gostava de jazz desde bem jovem, como ele conta numa entrevista para o programa Terra Brasilis, da Cultura FM, em 2003, quando lembrava de uma turnê que fez pelo México, tocando na orquestra do compositor e pianista Ary Barroso.
Paulo Moura defendeu sua liberdade de tocar o que quisesse e seu profissionalismo e requinte na escolha de repertório lhe permitiram fazer elogiados trabalhos durante toda a sua carreira.
O maestro e músico lançou em torno de 40 discos. Homenageou compositores como Dorival Caymmi, Pixinguinha, Tom Jobim e K-Ximbinho com trabalhos totalmente dedicados às composições deles. Paulo Moura participou de todas as formações musicais possíveis para um músico de sopro: de orquestras a duos de sax e piano, clarineta e violão, passando por trios, quartetos, bandas e regionais.
O músico acompanhou as cantoras Dalva de Oliveira, Dolores Duran, Nora Ney, entre outros intérpretes; assinou arranjos para o primeiro disco de Elis Regina; fez parte do primeiro grupo instrumental com sopros de bossa nova, o Samba Rio e, ainda, regeu orquestras de repertório clássico, como a sua Orquestra de Música Popular em 1968 e a Orquestra Sinfônica de Brasília, 20 anos depois.
No programa, depoimentos exclusivos do gaitista Mauricio Einhorn e do radialista e historiador de música brasileira , Zuza Homem de Mello, falando da sua amizade e da falta que Paulo Moura fará à música brasileira.
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rafacinefranco
Bela homenagem ao Paulo Moura! Grande Paulo Moura!