Todos os Sons
O ponto de encontro da música instrumental brasileira
Música para curupira, lobisomem e capeta
Paulo estava com sua viola durante a entrevista e ora tocava, ora contava histórias, ora fazia as duas coisas ao mesmo tempo.
Comentamos todo o trabalho do músico desde seu retiro no sertão de Minas Gerais, na cidade de Urucuia, para se tornar um verdadeiro violeiro como Seu Manelim, mestre da viola. A cidade surgiu na vida de Paulo Freire nos anos 1970 a partir da leitura do clássico de Guimarães Rosa, Grande sertão: veredas.
Mas não só o mundo do folclore brasileiro atrai o músico que se dedicou, depois desta imersão de dois anos nas Geraes, ao violão clássico, estudando com um renomado professor em Paris e tocando em festivais e apresentações pela Europa.
Difícil acreditar, como o próprio Paulo Freire conta, que seu instrumento inicial foi a guitarra e que era fã do rock progressivo. Aliás, foi este início que o fez adaptar os pedais à viola.
O mundo dos mitos de Paulo Freire fala de lobisomens, pajés e tangarás.
Sua música passa por parcerias com Roberto Correa, Seu Manelim, Swami Jr. e Badia Medeiros, Adriano Busko e Tuco Freire, entre outros.
São Gonçalo, o santo que carrega sua violinha, é homenageado com um disco totalmente dedicado a ele.
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Trajano Plínio Candelária
o Paulo é o fino de pessoa humana , de músico, de brasileiro... é um privilégio ser seu contemporâneo