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  • Por influência da mãe, Karina Buhr cresceu ouvindo Ney Matogrosso e Secos e Molhados. Somente depois conheceu Led Zeppelin e Elvis Presley. Daniel Bernadinelli

    Verdades tropicais

    Vilmar Bittencourt | 28.04.2010

    Eu menti pra você é o título oportuno para o primeiro disco daquela que, mesmo sendo baiana, é considerada fruto de Recife. Percussionista e compositora líder do Comadre Fulozinha, grupo no qual há 13 anos toca tambor, ela abriu mão do instrumento no novo trabalho. Os dois fatos ratificam o nome do álbum totalmente autoral de Karina Buhr.

    Em entrevista ao TodaMúsica, Karina indica o carnaval pernambucano como principal formador de sua musicalidade. Tocando nos maracatus Piaba de Ouro e Estrela Brilhante, a futura cantora e compositora absorvia a riqueza da mistura de gêneros da folia recifense. As composições de Karina Buhr refletem esse hibridismo musical de maneira natural, nas suas palavras, “totalmente inconsciente”, sem premeditação, “porque aí, é de verdade”.

    O TodaMúsica com o CD Eu menti pra você toca “Ciranda do incentivo”, um funk provocativo que possivelmente espantou patrocinadores ausentes do projeto; “Nassíria e Najaf”, duas cidades onde morreram as primeiras crianças iraquianas vítimas da guerra, além da faixa-título. No bônus, com trechos da entrevista não incluídos na edição final, Karina Buhr conta que ouviu muita música brasileira pop setentista graças a sua mãe. Além disso, dá mais detalhes da produção de Eu menti pra você, traça o futuro do seu Comadre Fulozinha e revela ter sido mais do que espectadora do movimento mangue beat.

    EXIBIÇÃO 28.04.2010, 20:00

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