TodaMúsica
Um musical de entrevistas
Nem joia, nem sambão
Luiz Ayrão afirma que a variedade de gêneros de sua obra musical tem origem nas audições radiofônicas da infância. Pelas ondas sonoras, Ayrão ouvia sambas, foxes e valsas cantados por Orlando Silva, tangos por Albertinho Fortuna, marchas por Emilinha Borba e sambas-canções na voz de Silvio Caldas.
Nascido em Lins de Vasconcelos, zona norte carioca, Luiz Ayrão planejava ter a música como atividade secundária, um bico em sua vida de bacharel de direito. Assim foi durante a década de 1960 quando Roberto Carlos gravou suas composições “Nossa canção” e “Ciúmes de você”. Porém, em 1973, uma porta abriu-se por causa de um samba composto anos antes em homenagem a sua escola, a Portela. Convencido pelo produtor Romeu Nunes, Ayrão colocou voz em “Porta aberta” que, lançado em compacto simples, alcançou vendagem considerável levando o advogado a abandonar a carreira jurídica tornando-se, definitivamente, um cantor-autor popular.
No TodaMúsica, Luiz Ayrão comenta e dá detalhes das gravações de sucessos como “A saudade que ficou (o lencinho)”, “Os amantes”, “No silêncio da madrugada” e “Saudades da república”. Além disso, conta como participou da discografia de Roberto Carlos por três oportunidades e refuta o rótulo “sambão-joia”.
A extensa entrevista concedida por Luiz Ayrão ao TodaMúsica rendeu dois bônus com trechos não incluídos na edição final do programa. Neles, o compositor lembra Pixinguinha, amigo de sua família e cliente do banco em que era funcionário na juventude, resenha seus dois livros publicados e comenta “A vida é uma festa”, faixa-título do CD mais recente.
- Nem joia, nem sambão - TodaMúsica (Íntegra)
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aimar de souza gomes
Este LP que tem "Saudades da República" é ótimo. pena que nunca o encontrei em CD. Tem um samba sobre um quase suicida, chamado "Um Velho Amigo", espetacular. Na última faixa há clássicos do bolero em ritmo de samba com um arranjaço.