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  • Jair Rodrigues no detalhe da capa do LP Vou de samba com você, de 1964. Reprodução

    Jair na batucada da vida

    Vilmar Bittencourt | 30.12.2009

    Com vitalidade de iniciante, ele completa 70 anos de idade e 50 de carreira. Em 1959, Jair Rodrigues mudou-se para São Paulo para seguir sua sina de cantor popular. Veio de São Carlos, onde se apresentava em casas noturnas. Como bom crooner interpretava de tudo, nos mais diversos gêneros musicais. Porém, por inclinação própria e insistência de seus produtores, o samba tornou-se seu carro-chefe. Admirador de Francisco Alves e Agostinho dos Santos, Jair sonhava cantar valsas, sambas-canções e temas telúricos ligados ao cotidiano do interior que conhecia muito bem.

    No TodaMúsica, Jair Rodrigues explica como o sucesso de "Disparada", clássico de Theo de Barros e Geraldo Vandré, deu-lhe aval para variar o repertório, sem perder de vista a batucada. Sambista paulista respeitado no Rio de Janeiro, Jair teve entre os bambas cariocas seus melhores provedores. Gravou Paulinho da Viola, Zé Kéti e Nelson Cavaquinho, além de divulgar compositores menos conhecidos como Ary do Cavaco e Otacílio, autores de "Na beira do mangue", sucesso de 1976.

    Evocando Dois na bossa, Teatro Paramount, Walter Silva, Jongo Trio e João Araújo, Jair Rodrigues conta a história do mais famoso pot-pourri da música brasileira que gravou ao vivo com Elis Regina.

    A edição de TodaMúsica dedicada a Jair Rodrigues toca "Deixa isso pra lá", seu primeiro sucesso, "Tristeza", em gravação realizada ao vivo durante o programa Fino da Bossa, e "Galos, noites e quintais", canção de Belchior para quem o cantor mandou um recado.



    [ ] Programa apresentado no dia 30 de dezembro de 2009.

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