Supertônica
Um programa sobre o gostoWilson Souto Jr: o Gordo e o Lira
Em novembro de 1979, grafites enigmáticos espalhados pela Vila Madalena anunciam um novo espaço cultural. Trezentos metros quadrados e uma arquibancada circense em plena Teodoro Sampaio. É fogo paulista, comédia musical escrita por músicos e dirigida por Mário Mazetti, inaugura o lendário Lira Paulistana. Espaço expositivo e uma pequena livraria e loja de discos completam o projeto idealizado pelo produtor musical Wilson Souto Jr., o Gordo.
Nos intervalos das funções teatrais, é lançada uma a série Vozes e violas marcada pela presença de Almir Sater, Tetê Espíndola, Passoca, Tuca Fernandes, entre outros. O Lira propõe seu horário maldito/alternativo e imediatamente a casa está tomada por oito ou nove espetáculos semanais.
O criador do Lira, Wilson Souto Jr., é o interlocutor de Arrigo Barnabé neste papo (histórico) gravado em 2008. “Você nos deu a honra de sua participação muitas vezes”, diz Gordo, “mas o estouro do Arrigo em São Paulo com o Clara Crocodilo, antecede ao Lira”. Arrigo rebate: “Não, não. O Lira já existia. Eu me lembro que a gente foi na casa do Augusto de Campos juntos”. Sem conclusões.
Clara Crocodilo, LP independente, foi sucesso de vendas no Lira: “Tudo patrocinado pelo maior patrocinador da terra que é o público”, diz Gordo.
[ ] Programa reapresentado no dia 23 de outubro de 2009.
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