Supertônica
Um programa sobre o gosto
Tiago Pinheiro em voz onírica
Ele é fã do número sete, da cor azul e gosta de cachorro. Leonino, consolidou carreira como regente de coro. Atua desde os 18 anos e hoje é o regente do Coral Paulistano, do Theatro Municipal de São Paulo. “Mas o que eu mais gosto de fazer com música é cantar canção brasileira, essa coisa simples, de forma simples”, reconhece.
Toda a família foi picada pelo bicho da música: o pai é o maestro Benito Juarez, a mãe a musicóloga Elizabeth Pinheiro, a irmã, a cantora Carmina Juarez, o irmão, o vibrafonista André Juarez. Tiago se enveredou pelo canto. Começou a cantar aos 15 anos.
“Esse contato que eu e meus irmãos tivemos com a música foi uma convivência muito social pelo fato do meu pai reger orquestra e coro – ambientes de muita gente e muita festa.”
Seu repertório se estende da música contemporânea, incluindo óperas experimentais, à música dos índios (com o grupo Beijo, colaborou com Marlui Miranda em “Ihu”). Os madrigais renascentistas ouvidos (e admirados) desde criança, aparecem em suas performances “com seus efeitos onomatopaicos”.
Em 1999, gravou um álbum solo de canções populares em colaboração com Jardel Caetano, André Mehmari e Célio Barros, base para esta audição. Álbum com “clima onírico”, como a própria voz do cantor.
Tiago Pinheiro é um dos principais colaboradores de Arrigo Barnabé. Atuou em O homem dos crocodilos, foi o diretor musical da ópera “Enquanto estiverem acesos os avisos luminosos” e regeu as Missas in memorian Itamar Assumpção e Arthur Bispo do Rosário. “Você sofreu!?” declara Arrigo. “É um sofrimento gostoso”, diz Tiago. “A música em si, o fato de ser difícil de ritmo, de leitura, acaba sendo uma terapia pela concentração que exige – o que leva ao relaxamento”, resume.
Na Galeria Pop, em Pinheiros (SP), a investigação sobre o gosto continua com o canto coral. A “elevadora” música de Carlo Gesualdo (c.1560-1613) contrasta com as colagens contemporâneas em exposição. Artistas, publicitários e freqüentadores ouvem as dissonâncias de “Tristis est anima mea”, peça do Príncipe da Venosa.
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