Supertônica
Um programa sobre o gosto
Romulo Fróes no chão sem o chão
“A Santíssima Trindade lá de casa é Jamelão cantando Lupicínio com arranjo da Tabajara. Ouvi isso a vida inteira.”
Ele conhecia tudo anterior à Tropicália, mas só foi ouvir Caetano “na rua”.
O pai queria um filho violonista do nível de Dilermando Reis, mas ele tinha o dom para o desenho. Estudou artes plásticas e investiu na carreira musical. Se considera um intelectual da canção. É autor de composições potentes.
“O tempo foi passando, o meu trabalho autoral de artes plásticas foi caindo, foi deixando de lado. A música, que sempre esteve presente, foi aumentando”, diz Rômulo Fróes.
A ligação com as artes plásticas lhe rendeu dois parceiros: Nuno Ramos e Eduardo Climachauska. A admiração por sambistas do quilate de Nelson Cavaquinho, Cartola, Paulinho da Viola e Batatinha inspirou o trio a compor canções tristes, pelas quais se notabilizou. “Considero Nuno e Clima dois dos maiores letristas da música brasileira”, atesta.
“Eu sou capaz de fazer uma canção agora aqui. É muito fácil. Eu falo pra alguns amigos meus e eles acham que eu sou arrogante. Mas a verdade é essa”, diz Romulo.
Arrigo desafia: “Então faça uma canção aí”.
Romulo: “Me dê um violão”.
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