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  • O cantor e compositor Roberto Riberti. Divulgação

    Riberti e o violão: da canção setentista

    da redação | 20.06.2010

    Ele é fã de Puccini e dos grandes intérpretes dramáticos. Aprendeu a ouvir ópera com o avô italiano, cantor. “Ele tem a voz bonita, vai ser cantor”, profetizava o nonno. Paulistano do Brás, Riberti é cantor, compositor e produtor musical que compõe desde os 14 anos de idade. O pai tinha uma loja de discos. Ouvia Glenn Miller, bossa nova e Jovem Guarda. Frequentou bares de samba e conviveu com a velha guarda do samba paulista.

    “Já ouvia o Chico e era fascinado pelas coisas dele. Ele ia dando um caminho pra gente.”

    Seu primeiro álbum foi produzido por Fernando Faro e teve a participação de Paulinho da Viola. Letrista, tem canções em parceria com Nelson Cavaquinho, Arrigo Barnabé Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro. Foi gravado por Beth Carvalho, MPB-4 e Elza Soares. Inspirado, lança mão de “qualquer ferramenta” (leia-se estilo, escola, rótulo) para compor.

    “Eu ganhava vários festivais de escola”, relembra. “Até que eu fui participar do Festival do Colégio Rio Branco. Entrei com 'Passageiro alado', que depois foi para a novela [Os gigantes].”

    Seus discos “de compositor” tem “clima noir” e traços marcadamente políticos contrapostos a sambas “meio engraçados”, como o "Sindicato dos ladrões". Experimentou sonoridades e driblou a censura. Riberti também é um dos pioneiros na distribuição independente de música.

    Neste programa, gravado em fevereiro de 2010, Riberti rememora sua carreira acompanhando-se ao violão.

    • Riberti e o violão: da canção setentista - Supertônica

    EXIBIÇÃO 18.06.2010, 20:00

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