Supertônica
Um programa sobre o gosto
Premeditando Premê
“Não tinha nem um grupo na ECA. (Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo). Então resolvemos fazer um conjuntinho.”
“Tudo começou quando o Marcelo e o Manga se conheceram no Departamento de Música da ECA. O Manga no violoncelo e o Marcelo no clarinete fizeram várias pesquisas com seus instrumentos para encontrar novos timbres” – eis a história do Premê narrada em disco (próprio) pela “repórter” Leda Nada (ou a atriz Yara Janra).
Mário Manga e Marcelo Galbetti, além de Claus, alta diretoria do Premeditando o Breque, o Premê, participaram desta conversa com Arrigo gravada em abril de 2005.
O Premê (que também conta com Igor e Wandi) nasceu em setembro de 1976, com trajetória marcada pelo humor e performance cênica – ou seria “cínica”?
O Premê foi lançado pelo Festival da TV Cultura de 1979, “organizado por Eduardo Gudin, que teve como jurados Tom Zé, Maurício Kubrusly, Alaíde Costa e Marcus Vinícius”, lembram.
“A gente se interessou pelo cotidiano, pela crônica, em vez da parodia. O grande patrono do Premê é o Adoniran Barbosa e o Jimi Hendrix”, diz Marcelo. “Não concordamos!”, retrucam os companheiros.
“Mataram Luiz Fernando, aquele porco joia. Viveu me amando...”, diz a letra de “Feijoada completa”, a deixa para o quadro “Investigações”.
De Anton Webern, “Variações para orquestra Op. 30”, peça de 1940, foi “provada” pelos garçons do Restaurante Bolinha, o clássico paulistano da feijoada. “Depois de uma feijoada (ouvir isso) dá um sono, hein!”
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