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  • Marco Scarassatti, discípulo de Walter Smetak (à direita), tece trilha sonora durante projeção. Reprodução

    Plásticas sonoras do gringo maluco

    DA REDAÇÃO | 13.04.2010

    “Smetak sabia que todo um universo ainda estava por ser explorado, e que certamente ele não cabia mais num pentagrama ou em séries numéricas. Ele pertencia a um campo de estruturas instáveis e dinâmicas: um ambiente de caos e imprevisibilidade”. (Livio Tragtenberg)

    Anton Walter Smetak, decompositor
    (Zurique 1913 – Salvador 1984)


    Desde que teve notícia pela primeira vez, por meio da leitura de um artigo publicado por Livio Tragtenberg, as plásticas sonoras de Walter Smetak nunca saíram do imaginário de Marco Scarassatti, compositor, performer, também construtor de plásticas sonoras.

    “A figura fascinante do compositor suíço, sua trajetória em solo baiano, a devoção de ilustres discípulos e suas pesquisas inusitadas situadas entre escultura, mística e música, empurravam-me em direção à dúvida: quem realmente foi Smetak, como criava intermediando expressões de naturezas distintas e por que sua obra estaria definhando, como que fadada ao abandono e ao esquecimento?”, questiona Scarassatti em seu “pretexto” para Walter Smetak: O alquimista dos sons (Edições SESC SP/Perspectiva, 2008).

    Nesta edição, Arrigo divide o verbo com Scarassatti numa conversa sobre Smetak, envolvendo Eubiose, alquimia renascentista e a natureza do som. Em questão, a execução prática das plásticas sonoras smetakianas. Gravações históricas (Smetak em fala e música) integram o corpo do programa. A investigação sobre o gosto continua no Studio Manus, na Vila Madalena, quando os designers se identificam com a criação de Smetak em registro do álbum editado por Caetano Veloso (1974). Destaque para fragmentos de uma entrevista concedida por Smetak ao cienasta Luiz Carlos La Saigne (1975) – presente na publicação assinada por Scarassatti.

    Marco Scarassatti é músico pela UNICAMP, com mestrado em Multimeios e doutorado em Educação. Compositor, é autor de trilhas sonoras para teatro, dança, vídeo e cinema. Projeta ambientações e instalações sonoras. Integra o coletivo Sonax, desenvolve pesquisas musicais de construção de plásticas sonoras e performances utilizando a interação entre esses objetos, elementos de live-eletronic e improvisação musical. Abaixo, o trio Sonax interpreta “Cretinos, flautas e afins” durante a apresentação que marcou o lançamento do livro Walter Smetak, o alquimista dos sons, em agosto de 2009.

     

     

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