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  • Litografias do francês Eugène Delacroix (1798-1863) retratam Fausto. Reprodução

    Pactos fáusticos e outros temas da literatura

    Da redação | 19.03.2011

    – “Lúcifer! Lúcifer!...” – aí eu bramei, desengulindo.

    O pacto com o demônio é um episódio que permeia todo o Grande Sertão: Veredas. Um livro popular anônimo de 1587 apresenta a história do Dr. Fausto, condenando a curiositas – curiosidade. Adrian Leverkühn, o compositor pactário de Thomas Mann, é o protagonista do Doutor Fausto. Acima de todos estes romances, Goethe vislumbra um mundo fáustico, moderno e “velocífero”.

    Pactos fáusticos nesses, entre outros autores, são tratados nesta conversa travada entre Arrigo Barnabé e Marcus Vinícius Mazzari, professor de Teoria Literária e Literatura Comparada na Universidade de São Paulo. “Às vezes, se você tira uma frase do Dr. Fausto, do Thomas Mann, parece que você tirou do Grande Sertão: Veredas, a despeito dos estilos tão diferentes, geralmente relacionadas à figura do diabo. E a fonte máxima disso tudo, evidentemente é o Goethe”, diz o professor, esclarecendo pontos comuns em obras seminais da literatura universal.

    Mazzari é tradutor para o português de textos de Goethe, Heine, Brecht, entre outros. Diretor-presidente da Associação Goethe do Brasil, lançou Labirintos da aprendizagem: pacto fáustico, romance de formação e outros temas da literatura comparada (2010).

    “Só outro silêncio. O senhor sabe o que o silêncio é? É a gente mesmo, demais!”

    Para compor este diálogo “demoníaco”, o programa apresenta fragmentos de "Uma Sinfonia Fausto", de Liszt, “A primeira noite de Valpurges”, de Mendelssohn, a "Sinfonia nº 8", de Mahler (que contém a cena final do Fausto, de Goethe), além das "Variações Opus 31, de Schoenberg.

    – “Ei, Lúcifer! Satanaz, dos meus Infernos!” (GSV, Guimarães Rosa)
     

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    EXIBIÇÃO 18.03.2011, 20:00

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