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  • Neuza Pinheiro, pele e osso

    da redação | 25.12.2009

    “A minha poesia é muito intuitiva. Às vezes, pinta uma palavra que depois eu vou procurar o sentido. É uma questão de sonoridade.”

    Um soluço ao silêncio
    Que a falha brusca
    Salve a musa
    E solte a música


    Sua primeira imagem poética foi da avó fumando cachimbo: fumaça contra o céu. Aos seis anos de idade, caminhando descalça, saiu para comprar pão (a pedido da mãe). Conheceu Ângela Maria cantando “Babalu”, que soava numa loja de discos. Chorou. “Foi um dos sentimentos mais fortes que eu tive.”

    Poeta, cantora, compositora, Neuza Pinheiro é interlocutora de Arrigo desde o Paraná. Defendeu “Diversões eletrônicas” e “Infortúnio” no Festival Universitário da TV Cultura, de 1979. No mesmo ano, ganhou o prêmio de melhor intérprete com “Sabor de veneno”, também de Arrigo.



    “A primeira vez que eu vi que você tinha talento para escrever foi no Festival em Londrina, com Arrancação”, lembra Arrigo. “Música sob influência do meu pai, que era seresteiro”, diz Neuza.

    Nesta edição de estúdio, Neuza em poesia, voz e violão, relembra suas histórias e canções. Incluindo as colaborações com Itamar, Leminsky e muito mais.



    [ ] Programa apresentado no dia 25 de dezembro de 2009.

    EXIBIÇÃO 25.12.2009, 20:00

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