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  • A cantora paulistana Mônica Salmaso em foto de divulgação do álbum iaiá, o quarto de sua carreira, lançado em 2004. Marcílio Godoy

    Mônica Salmaso: a sinhazinha da MPB

    Da redação | 07.04.2011

    Ela lançou um perfil de cantora nos anos 1990 com personalidade vocal e pesquisa de repertório. Se interessou em recriar a identidade de um Brasil que ela não vivia: “Gostava de saber sobre tradições que eu não tinha, mas que reconhecia e tinha vontade de fazer parte”. Não por acaso, Mônica Salmaso recebeu Supertônica em sua casa bem brasileira. Contou detalhes sobre o início de carreira (como crooner) e sua passagem iniciática como cantora.

    “Eu sabia cantar mas a minha voz era pequenininha. Os exercícios todos trouxeram a voz para uma segurança técnica.”

    Em criança, ela morava num sobrado e sua mãe promovia saraus musicais. Aos cinco anos, acompanhava os adultos na cantoria; cantava “Romaria” e achava “Dindi” uma tristeza. “Fiz uma segunda voz para o ‘Samba de uma nota só’ que foi um sucesso”, lembra. Entre os discos da família, com muito Chico, Milton e Elis, um álbum do Caymmi (“Aquele que tinha o 'Acalanto'”) marcou a pequena Mônica. The Mamas & The Papas, Simon & Garfunkel e Beatles representavam a “ala internacional”. Com facilidade, ela ouvia e decorava as músicas. “Era prazeroso cantar”, diz, “as pessoas achavam lindo”.

    Ela gravou Chico Buarque e gravou com Chico Buarque. Depois de interpretar canto de procissão, vissungos de escravos, música de reisado, afrosambas e cantigas praieiras, ela é a Sinhazinha da MPB. “Quando canto, preciso escutar um som legal pra eu ficar feliz”, resume.  
     

    • Mônica Salmaso: a sinhazinha da MPB - Supertônica

     

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