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  • Transdisciplinaridade é o negócio da Lala Deheinzlein. Divulgação

    Futuros desejáveis

    da redação | 07.05.2010

    Ela tem sobrenome impronunciável e é consultora transdisciplinar. Começou como modelo-bebê, aos dois anos de idade. Queria mudar o mundo, estudou biologia e história. Fez filmes, novelas, apresentou programas de TV. Dançou, dirigiu peças e shows musicais.

    Personagem paulistana dos oitenta, frequentou (e agitou) a cena cultural. Coreógrafa num tempo em que não se falava em dança-teatro, ela reuniu no mesmo palco nomes da dança e do teatro. Também do vídeo, da performance, das artes plásticas e da música. Em 1981, aos 22 anos, dirigiu espetáculo a partir de “Clara Crocodilo”, obra de Arrigo, e se especializou em direção multimídia.

    Depois, deixou a criação para atuar na cultura como estratégia de transformação. Economia criativa, desenvolvimento sustentável e futuro são palavras de ordem para a consultora da ONU.

    “Hoje, o intangível (cultura, conhecimento e criatividade) passa a ser central”, diz Lala. “O intangível é infinito e sendo infinito pode gerar outras relações, outra política e outra economia”, profecia.

    A conversa que leva ao futuro é justaposta a uma composição de um passado distante. Uma obra transcendental de Hildegard von Bingen (Alemanha, século 12) foi ouvida pelos produtores da Eletrocooperativa – chamadas criativas na Vila Madalena, em São Paulo.



    [ ] Apresentado no dia 7 de maio de 2010.

    EXIBIÇÃO 07.05.2010, 20:00

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