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  • Ex-integrante do Jaguaribe Carne, grupo de música e poesia experimentais, Chico Cesar reside em SP desde 1985, onde atuou como jornalista. Washington Possato

    Chico César, amor e amizade

    da redação | 12.02.2010

    “De onde venho há silêncio. Pra preencher esse tipo de abismo, os homens aboiam e as mulheres cantam benditos. Às vezes é o contrário”.

    Ele é compositor-intérprete e escritor. Chico César estudou num colégio de freiras alemãs. Trabalhou (e se formou) numa loja de discos e no sertão da Paraíba. Aos oito anos, integrou o grupo The Snakes. Aos 12, compôs sua primeira música. Um ano depois, ganhou seu primeiro violão num festival.

    “Nosso contato com música clássica era com a 'Ave-Maria' que tocava no serviço de difusão da igreja”, lembra. A primeira professora de música foi Irmã Iracy, com quem Chico (hoje) montou o Instituto Cultural Casa do Beiradeiro, para formação de crianças e adolescentes.

    Nesta entrevista gravada em 2006, Chico esbanja simpatia: relembra histórias de Catolé do Rocha, fala sobre seus escritos e improvisa ao violão.

    A investigação sobre o gosto foi gravada na quadra do Vai-Vai. Em pleno pré-carnaval, os sambistas ouviram o “Hyperprisma”, de Edgard Varése, peça escrita entre 1922-23. “Pra quem ouve, é uma calma”, dizem os ritmistas. “É só instrumental?”, perguntam vários. “Parece música de filme”, o lugar comum.

    EXIBIÇÃO 12.02.2010, 00:00

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