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  • Cada centímetro da matéria

    da redação | 11.05.2010

    “Basicamente meu trabalho lida com as interferências no corpo e a relação do homem com o processamento da matéria.”

    Ele é narrador de histórias protagonizadas no bairro do Ipiranga. Filho de pintor de paisagens, pertence a uma “zoofamília”: duas arapongas integram o soundscape do lar, que chega a abrigar um cavalo durante dois meses. O episódio vem a inspirar cena do filme Durval Discos, de Anna Muylaert.

    “Meu colégio era colado à minha casa. Eu estava na sala de aula e diziam: 'Essa é a araponga do pai do Marcolino' ”, lembra.


    Fotografia, desenho, música, arquitetura

    Fotógrafo, Gal Oppido cursou Arquitetura na FAU/USP e atua como designer. Concebeu e desenvolveu várias capas de discos, incluindo todos os projetos do Rumo, grupo que integra como baterista desde a fundação. Aliás, música foi sua primeira profissão.

    Ele derrubou paredes de seu apartamento de acordo com a necessidade dos ensaios fotográficos. Trabalhar com modelos vivos é herança de família. Se inspira em alegorias bíblicas e temas imateriais. Sua fotografia trata da preservação do corpo. “Não dá pra pensar a eternidade sem você ser um animal limitado enquanto vida. Na verdade, a própria fotografia está ligada ao eterno”, diz. “A fotografia é o suporte mais verossimilhante que a gente tinha, onde a matéria está muito bem representada.”

    Questões em torno do tempo e da eternidade, além da representação e registro do som e da imagem, foram assunto desta conversa gravada em abril de 2010 - registro que já virou passado. 

    EXIBIÇÃO 14.05.2010, 20:00

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