Solano Ribeiro e a nova música do Brasil
A produção musical independente do BrasilShakespeare, seresta, atabaques e Pessoa
Esta edição passa por vários ritmos deste imenso país, que faz parte da lusofonia. Iniciada pela cantora portuguesa Maria Tereza, que introduz a poesia de Paulo Leminski, chega à pauliceia desvairada com a suavidade de Vanessa Bumagny, antes da pausa para uma serenata no Rio de Janeiro onde está Oswaldo G. Pereira, e termina com a crua sofisticação pernambucana de Alessandra Leão.
Alessandra Leão fundou o grupo Comadre Fulozinha. Cantora e percussionista, atuou com Antônio Nóbrega, Siba e Silvério Pessoa. Com o produtor, arranjador e instrumentista Caçapa lança o segundo CD, Dois cordões. Solano Ribeiro afirma: “Apesar de trabalhar com ritmos musicais próprios do Nordeste, o disco traz inovadora e arrojada modernidade ao fazer uso de guitarra de seis, sete e doze cordas na mistura das batidas dos ilus, com seu canto cru, mas sofisticado”.
Com mais de dois séculos do primeiro registro no país, a seresta ainda é uma manifestação artística de muitos adeptos. Um deles é Oswaldo G. Pereira. “De noite” e “Aquela mulher” são duas das músicas de seu terceiro CD, Serenata.
Pétala por pétala é o título do novo disco da cantora Vanessa Bumagny, uma voz paulistana, descendente de portugueses e russos, cuja carreira musical começou em corais e passou por casas noturnas de Barcelona. Neste segundo disco, ela conta com participação de Dominguinhos e tem música sua em parceria com Chico César.
Tem também o trabalho de Mário Galera. Sua voz e violão a serviço de sua parceria com Paulo Leminski, do CD Fazia poesia, e de quebra uma gravação da cantora portuguesa Maria Tereza, “Lusofonia”. E o Shakespeare do título? Isso Solano Ribeiro só responde para quem ouvir o programa...
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Osvaldo Franco Francisco
Solano: seu trabalho de divulgação dos lançamentos dos sêlos independentes da música brasileira é indispensável. O programa é muito bom! Sou um dos compositores da música "Lusofonia" interpretada por Maria Teresa e gostei muito da introdução sobre os países lusófonos. Gostaria de informar que nessa versão "esqueci" de acrescentar Guiné-Bissau, São Tomé e Principe, mas na próxima versão estarão sendo cantados no segundo refrão. Abraço, Osvaldo Francisco