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  • Em seu novo trabalho, Muito pouco, Moska abre o peito e os ouvidos para a música da América do Sul. Divulgação

    Moska: independente e latino-americano

    27.01.2011

    Após fundar seu próprio selo, Casulo, Paulinho Moska se tornou um artista independente ao lançar em 2003 seu disco Tudo novo de novo. Quase sete anos depois, Moska apresentou um novo projeto de estúdio, Muito pouco, álbum duplo com nove canções cada um: “Muito pouco é resultado desta liberdade que sair de uma multinacional me deu, de começar exercer outras práticas como a fotografia, o rádio e a televisão. E isto desembocou no Muito”, explica durante sua participação no programa RadarCultura no dia 10 de novembro de 2010.

    Não por acaso, são muitas as participações sul-americanas no disco. Apresentados por seu amigo uruguaio e também cantor Jorge Drexler, Moska formou um time de músicos argentinos, chilenos e uruguaios. Para o artista, a música brasileira não deve virar as costas para América Latina: “Nós que somos cunhados pela diversidade, temos a obrigação de ter esta generosidade com a América do Sul... É como se o brasileiro se satisfizesse com a própria diversidade, e por isso, não consegue olhar para América Latina”.  
     

    • Proximidade com a América Latina


    Muito pouco é um disco que vai desacelerando. Começa com rock e termina canção. Em seus temas, música que fazem um reflexão sobre a velocidade, o imediatismo dos dias atuais, o excesso de informação em contraste com o tempo da natureza. Esta dualidade que compõem os indivíduos o tempo inteiro é base para as canções de Moska. Para ele, o álbum é uma proposta de diálogo com público. Com isso, está sempre atento às respostas e aos comentários sobre seu trabalho nas redes sociais. “Quando comecei a fazer música, tinham três maneiras de divulgar. Ou você aparecia na televisão, ou tocava na rádio ou tinha uma matéria de jornal. Se você não tivesse estes três, você não existia.”

    • O disco é uma proposta de diálogo


    Como artista independente, o cantor e compositor carioca se mostrou favorável à música digital, ao acesso livre de conteúdos. “Música é invisível. Por que ela deve estar dentro de um objeto? Música é a única arte que a gente não pode pegar com a mão... O CD hoje é um objeto de luxo.”
     

    • A música é a única arte que a gente não pode pegar com as mão


    Munido de seu violão, Paulinho Moska apresentou duas músicas ao vivo no RadarCultura. A primeira delas, faixa título do novo álbum, foi ficou conhecida em 2005 pela cantora Maria Rita. E "Soneto do teu corpo" também foi gravada no mesmo ano por Mart'nália.
     

    • Moska: independente e latino-americano - RadarCultura (Íntegra)

     

    EXIBIÇÃO 10.11.2010, 16:00

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