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  • A cantora e compositora Tulipa Ruiz. Reprodução / Site Miolão.com

    Um instante, maestro!

    Pedro Nakano | 09.08.2010

    Efêmera era um dos discos mais aguardados de 2010, pois Tulipa Ruiz já havia instigado o público e a crítica com seu talento em shows e músicas postadas no MySpace. O debute da cantora superou a expectativa e o resultado é um disco delicado e feminino, feito para cantar e dançar junto.

    Desde o ano passado, a cantora testou seu repertório em apresentações e, como contou ao RadarCultura no dia 2 de julho, suas músicas foram “amadurecendo e ficando mais maliciosas” com o tempo. Na hora de entrar no estúdio para gravar, as canções já tinham cara e corpo, faltando apenas o registro.

    Efêmera traz a ideia do instante como um fragmento. Apesar de gostar de pensar no disco como uma unidade e de respeitar o intervalo entre uma música e outra, Tulipa Ruiz também entende que hoje em dia se ouve música de uma forma fragmentada. "Você ganha um disco e já coloca tudo no seu itunes, vai direto para o shuffle; daí já mistura com um monte de outras coisas.” O outro aspecto que a cantora queria abordar sobre o tema da efemeridade era a beleza de um lampejo, de um instante, acreditando que o "efêmero pode ficar”.
     

    • Fragmentação do disco - Tulipa Ruiz


    Quem assina a produção de Efêmera é o guitarrista e produtor musical Gustavo Ruiz, irmão de Tulipa. Três das faixas ("Efêmera", "Do amor" e "Bocal dourado") são frutos dessa união musical que começou em 2008, quando os dois moraram juntos. Luiz Chagas, pai da cantora, também marca presença tocando guitarra e assinando duas canções. Esses parceiros de sangue sempre incentivaram Tulipa a cantar, tanto que a elegeram crooner do grupo Pochete Set em que Luiz é o líder. A partir desse projeto é que o guitarrista começou a mostrar algumas composições até então guardadas. Uma delas é a candidata a hit “Às vezes”, música composta há mais de 20 anos, mas que soa tão fresca que pode imaginá-la "acontecendo no sábado que vem". 
     

    • Às vezes - Tulipa Ruiz


    Além de Luiz Chagas e Gustavo Ruiz, a banda de Tulipa tem Duani na bateria, Márcio Arantes no baixo e Dudu Tsuda nos pianos. Completando esse “disco de banda”, Vitor Paranhos é o técnico de som, Paulinho Fávero faz as luzes do show e a dupla Ciça Lucnesi & Fred Siewerdt é responsável pela projeção. Vale também destacar as participações especiais, como o coro Negresko Sis (formado por Anelis Assumpção, Céu e Thalma de Freitas), Tatá Aeroplano, Tiê, Mariana Aydar e Zé Pi (vocalista do Druques). Quem não emprestou voz ou tocou em alguma música do disco, deixou sua marca em uma das tulipas desenhadas do encarte.

    Inspirada em Gal Costa, Ná Ozzetti, Zezé Motta, Baby Consuelo e Joan Mitchell, Tulipa pode ter feito seu debute no MySpace, mas é com o bem produzido Efêmera que seu trabalho ganha unidade. Vale apreciar o lampejo que cada faixa representa, como também é recomendável encarar todas as músicas como um instante só.
     

    • Tulipa Ruiz - RadarCultura (Íntegra)

     

    EXIBIÇÃO 02.07.2010, 15:00

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    comentários

    Paulinho Fluxuz
    Paulinho Fluxuz

    http://www.youtube.com/watch?v=Sg0hnpfIo8Y Um fragmento deste momento incrível em que Tulipa canta Gal, fazendo o milagre do mudinho Roberto falar e depois cantar. Momento encantado e simples. Não se assuste pessoa !