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  • Guilherme Arantes durante o show de lançamento de seu disco Calor, em janeiro de 1987. Flávio Bacellar / CEDOC FPA

    Guilherme Arantes: 'O problema das coletâneas é que cabem 16 sucessos e eu tenho 50!'.

    Alceu Maynard | 08.09.2011

    "Cheia de charme", "Êxtase", "Pedacinhos", "Cuide-se bem", "Brincar de viver". Quem viveu a década de 1980 conhece bem essas e muitas outras músicas do cantor e compositor Guilherme Arantes. Guilherme é um dos maiores hitmakers do país. Paulistano da Bela Vista, começou sua carreira profissional cedo, aos 15 anos de idade. Quatro anos mais tarde tornou-se tecladista de Jorge Mautner. Aos 21, influenciado pelo rock progressivo dos anos 1970, formou o grupo Moto Perpétuo.
     

    • A semelhança entre Close to the edge e Raça de heróis é enorme


    Em carreira solo lançou 25 discos e inúmeras coletâneas. Como compositor, suas músicas foram interpretadas por grandes figuras da música popular, como Roberto Carlos, Sá e Guarabira, MPB-4, Caetano Veloso, Emílio Santiago, Maria Bethânia, Leila Pinheiro, Joanna, Fafá de Belém e Quarteto em Cy. Mas foi Elis Regina quem abriu alas para sua entrada na MPB.

    “Antes da Elis me gravar, eu era tido como um cantor de auditório. Ela estava em um momento na carreira que precisava de um hit. Daí, ela me ligou e pediu uma música. Fui para o Rio de Janeiro naquela mesma noite... No dia seguinte, já estava na Odeon. Não estava preparado para uma Elis Regina, mas mostrei umas canções, como 'Só Deus é quem sabe'. Eu a tinha feito para o Roberto Carlos, mas o Roberto não gravou porque no dia em fui encontrá-lo, eu estava com calça e jaqueta marrons e uma camisa roxa. O Roberto odeia marrom e odeia roxo. Ee deve ter jogado a fita no lixo. Mas a Elis gravou... E depois levei um hit, 'Aprendendo a jogar'."
     

    • O Roberto Carlos não quis me atender porque eu vestia uma roupa roxa e marrom




    Durante dez anos, Guilherme teve apoio de André Midani (presidente da gravadora WEA, hoje Warner Music) até fazer sucesso com “Deixa chover”. A partir daí, Guilherme Arantes viveu o auge do mercado fonográfico, o que lhe rendeu o apelido de “Menininho da Globo”, devido ao grande número de canções que emplacou em trilhas sonoras de novelas da emissora.

    “Tinha que vender quantidade de discos. O cara não vai investir em você se você não der retorno. Então esta luta para estourar gerou uma série de coisas, não digo concessões, mas fiz músicas demais, fui muito sugado. (...) Nós tínhamos contrato anual de disco. O Chico Buarque foi ainda mais sugado; ele chegou a fazer dois discos em um ano, um em cada semestre. Isto é um absurdo!”

    Nesta entrevista ao RadarCultura, cedida no dia 11 de agosto, Guilherme Arantes também falou da polêmica que envolveu a música "Planeta Água", supostamente a favorita no 2º Festival MPB Shell, em 1981. Abordou temas como o envelhecer e o distanciamento da mídia em geral, lembrou de histórias de bastidores e comentou sua relação com a música baiana atual.
     

    • Eu acredito na Bahia transgressora


    Guilherme vive o seu tempo

    Além trabalhar com novos artistas em seu estúdio, Coaxo do Sapo, o músico se aproxima da nova geração, como Vanessa da Mata, Céu e Tulipa, e visualiza uma parceria com Marcelo Jeneci: “Vem aí uma tsunami (revolução musical). E se vier esta tsunami, sinto dizer que serei um dos poucos que estará com a prancha correta para surfar”.
     

    • Guilherme Arantes no RadarCultura

     

    EXIBIÇÃO 11.08.2010, 16:00

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    comentários

    Fanzine Lance Legal
    Fanzine Lance Legal

    Comunidade Guilherme Arantes no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=7579879

    trajano
    trajano

    Uma frase entrou na minha vida, acho que lá por 1979, se não for exagero meu, e com o tempo foi se mostrando mais que uma fuga ou desespero (que se poderia supor), e mais uma forma de autoconhecimento, resguardo, um passo atrás, uma introspecção... A frase? É esta: "Eu queria tanto estar no escuro do meu quarto, à meia noite, à meia luz, sonhando..." Ainda hoje, creio que todos em algum momento precisam de "meu mundo e nada mais..." (cada um no seu, lógico. Abraços a todos os que curtem Guilherme Arantes!

    marco aurélio bissoli
    marco aurélio bissoli

    Vc, hein, Gui? Com essa cara de menino, construindo a sua história, mas sempre na nossa também. Dá orgulho ser brasiliero quando a gente encontra um cara assim tão...tão....tão ele mesmo como vc! Volte sempre!

    Ana Paula
    Ana Paula

    Estupenda!Creio que (também)seria uma boa palavra para definir essa entrevista.Divino!!!Seria uma pequena forma de definir esse Grande Talento.Palavras bem colocadas e a simplicidade que o acompanha,e creio que é o que mais ajuda no sucesso de alguém. Um grande abraço, Ana Brown.

    Fanzine Lance Legal
    Fanzine Lance Legal

    Excelente entrevista. Gostaria de fazer duas correções.1) A dupla Sá & Guarabira nunca gravou música do Arantes. Ele pode ter cedido alguma canção, mas não chegaram a gravar; 2) O site www.guilhermearantes.net é o site do Fã-Clube GA Registro e Fanzine Lance Legal, com informações sobre o músico. Temos também o www.lancelegal.net . Os endereços oficiais do músico são: www.guilhermearantes.com.br , www.guilhermearantes.com e www.uol.com.br/guilhermearantes (Personalidades do UOL). Super abraço, Edson - Varginha (MG).