Edgard Scandurra e a eterna busca do novo
Amigos invisíveis, lançado em 1989, é o primeiro disco-solo de Edgard Scandurra. Em 2009, para comemorar os 20 anos do álbum inaugural, o guitarrista e compositor realizou um show especial no Teatro FECAP, em São Paulo. A festa de aniversário virou uma celebração completa com direito a músicas inéditas, repertório de outros discos e participações de um seleto grupo de parceiros. O resultado está no CD e DVD Edgard Scandurra ao vivo, que apresenta um panorama dos 21 anos da carreira individual de um dos heróis da guitarra brasileira.
- Minha mente ainda é a mesma
Ao pensar no repertório, Scandurra optou por novos caminhos e não apenas releituras. “Eu gosto mais de desafios do que essa cartada certa e comercial de um disco de hits.” Além das canções de Amigos invisíveis, também entraram no show músicas do Benzina, seu projeto de eletrônica, três composições inéditas e algumas do repertório do Ira!, sua ex-banda.
Das participações, um passeio pelas diferentes gerações de artistas com quem conviveu. Do ídolo Guilherme Arantes à jovem Bárbara Eugênia, passando pela parceira holandesa Charlie Crrijmans, Fernanda Takai, Zélia Duncan e Jorge Du Peixe.
- As participações especiais do disco
Durante toda sua carreira, tanto individual quanto em bandas (Ira!, Ultraje a Rigor e Smack), Edgar Scandurra sempre fugiu de clichês e buscou sonoridades originais. Próximo da nova geração de artistas brasileiros, o músico enxerga esses mesmos valores em nomes como Juliana R, Karina Bhur, Laura Lavieri, Marcelo Jeneci, no grupo Cidadão Instigado e na própria Bárbara Eugênia. Artistas que “não se rendem a nada muito fácil” e que sabem o que querem na hora de entrar em estúdio.
- Culto de amor - Edgard Scandurra e Bárbara Eugênia
Edgar Scandurra sempre apresentou uma afeição pela cena alternativa. Na metade dos anos 1990, despertou um interesse especial pela música eletrônica, segundo ele uma música mais sensorial do que tecnológica. “Eu me sentia muito feliz de tocar na mesma noite com o Ira! em um lugar totalmente roqueiro, acabar o show e entrar em uma van para ir tocar ao templo da música eletrônica. Essas duas portas abertas me deram muito oxigênio para me sentir renovado”, afirma em entrevista ao RadarCultura.
- O envolvimento com a música eletrônica
Após mais de 25 anos na música, o guitarrista e compositor ainda é um dos artistas mais requisitados por aí. Faz seus próprios shows e aparece constantemente em apresentações de parceiros e amigos. A vontade e a satisfação de fazer 20 shows por mês ainda compensa a dor no dedo, já quase sem unha. O novo trabalho revisita seu passado, mas também aponta para o futuro. Foge das nostalgias e mostra uma vontade em manter-se ativo e renovado.
- Edgard Scandurra e a eterna busca do novo - RadarCultura (Íntegra)
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