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  • O violonista e compositor Marco Pereira. Roberto Cifarelli

    O som de cristal de Marco Pereira

    Cirley Ribeiro | 13.08.2010

    Gravado em São Paulo em junho do ano passado, o CD reúne 11 choros de compositores do naipe de Radamés Gnattali, Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso, Pixinguinha e Benedito Lacerda, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo, K-Ximbinho, Paulinho da Viola e Fernando Costa. Marco Pereira assina três faixas: “Choros em si menor”, “Choros em dó menor” e “Choro em mi menor”.

    Manter qualidade sonora do violão sem perder a essência do ritmo brasileiro foi o objetivo de Marco Pereira ao produzir o novo trabalho. Por isso a escolha do título Cristal, que remete à sonoridade do violão, ao som limpo e claro.

    Todas as faixas do álbum foram gravadas com um violão que acompanha o músico há muitos anos. Ele tinha 23 anos quando foi para a Europa numa viagem aventureira, naquele estilo mochila nas costas. Na Alemanha comprou um violão usado que precisava de reparos. Marco Pereira foi atrás, então, de um luthier que o aconselhou: "A única solução é fazer um violão novo". Foram seis semanas morando na casa do luthier, que se tornou amigo de Marco e confeccionou seu inseparável violão.

    Cristal é uma homenagem ao choro-canção e ao samba-choro. O violonista explica que o choro-canção é uma modalidade lenta, lírica, que vem da tradição do choro, com as danças europeias. Já o samba-choro, que teve como pioneiro o compositor Pixinguinha, já é a mistura com os componentes africanos. "O Pixinguinha, além de frequentar os chorões, também pertencia ao ambiente negro do samba tradicional carioca", conta Marco Pereira.

    Ouça a entrevista de Marco Pereira a Alexandre Ingrevallo.


    • O som de cristal do violão de Marco Pereira - Galeria (Íntegra)

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