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  • Tradição e renovação - Em seu primeiro álbum, a cantora Ilana Volcov canta Paulinho da Viola e Karina Buhr. Elisabete Savioli

    Ilana Volcov e o perfume adocicado de Bangüê

    Cirley Ribeiro | 13.08.2010

    Foi ouvindo a letra da música de Capiba, “Recife - Cidade lendária”, na gravação de Chico Buarque, que a cantora Ilana Volcov despertou para a mensagem que ela transmitia. A partir dessa experiência chegou a algumas respostas que a levaram a conceber seu primeiro disco solo, Bangüê, palavra de origem africana que significa “engenho da cana-de-açúcar”.

    Fascinada pela origem das palavras, Ilana fez intensa pesquisa para entender o universo descrito por José Lins do Rego no romance Bangüê. E é esse clima que a atrai: o processo do engenho rústico, a fumaça, o perfume doce, as abelhas em torno da cana, o suor das pessoas trabalhando. "Imagino que seja um perfume adocicado, e isso tem tudo a ver com o disco, porque as músicas são crônicas, algumas mais brejeiras, outras mais dramáticas, mas tem uma doçura nesse olhar."

    Bangüê é o primeiro disco solo de Ilana Volcov, lançamento independente distribuído pela Trattore. Mas a cantora tem um currículo extenso. Professora de canto, participou do grupo Barbatuques e cantou ao lado de Eduardo Gudin, Vanessa da Mata e Zeca Baleiro. Nessa estreia em CD, Ilana traz músicas de compositores de peso, como Caetano Veloso, Paulinho da Viola e Paulo Cesar Pinheiro, passando por Noel Rosa, até chegar na turma jovem, como Karina Buhr. Tem produção de Ricardo Mosca, Michi Ruzitschka e da própria Ilana.

    A cantora detalha todo o processo para a escolha do repertório do álbum em entrevista a Alexandre Ingrevallo.

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    EXIBIÇÃO 21.07.2010, 10:00

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