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  • Paraibano radicado em Brasília, Assis Medeiros absorve a música regional e o pop, a sanfona e a guitarra. Gustavo Gracindo / Divulgação

    Baião e pop em dose dupla

    Cirley Ribeiro | 30.09.2010

    Assis Medeiros nasceu em Recife, morou na Paraíba, casou-se com uma maranhense e atualmente vive em Brasília. O trânsito por vários lugares ajuda a explicar a proposta do cantor, compositor e instrumentista no seu novo trabalho: "Baiãozinho Nuar é a minha alma dividida entre o mar de João Pessoa e o céu de Brasília". Medeiros preferiu não dar ouvidos aos que consideraram loucura o lançamento de um CD duplo e levou o projeto em frente. Os dois discos apresentam um repertório autoral e eclético com espaço para algumas parcerias, duas delas bem especiais: “Rondó de cheiro”, com letra do poeta Bacelar Viana, e “Solitário”, um poema de Augusto dos Anjos.

    Quando começou a escolher as músicas, Assis Medeiros percebeu que tinha repertório para dois discos. Então pensou: "Que tal fazer logo dois?". O músico confessa que gostou da experiência e sabe que o próximo projeto dificilmente escapará do formato álbum duplo. Em Baiãozinho Nuar, Medeiros dividiu o repertório da seguinte maneira: o primeiro disco é dedicado ao baião e tem como base a viola de 10 cordas, a zabumba, um quarteto de cordas e instrumentos de sopro. Os arranjos são do baixista e maestro Leonardo Batista.

    O outro disco - Nuar - dá vazão ao lado roqueiro do artista e às influências de Led Zeppelin e Pink Floyd. Assis Medeiros explica que faz parte de uma geração que absorve a música internacional e os ritmos regionais, como a música caipira e o forró pé de serra. "A gente tirava o disco do Luiz Gonzaga e metia o disco do Led Zeppelin na mesma hora." Algumas incompatibilidade nisso? O cantor e compositor garante que não. E aos que estranham a habilidade para tocar viola de dez cordas e guitarra, Assis Medeiros responde: " Elas são irmãs e convivem no mesmo armário, e agora no meu disco".

    Confira a entrevista concedida a Alexandre Ingrevalo.

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