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Uma revista eletrônica de arte
A voz que fala na voz que canta
Ná Ozzetti, Tetê Espíndola, Vânia Bastos e Suzana Salles estão entre as cantoras que abriram novas possibilidades para a voz na canção popular brasileira. A opinião é da professora, cantora e mestre em música pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Regina Machado. Autora do livro A voz na canção popular brasileira - Um estudo sobre a vanguarda paulista (Ateliê Editorial), ela se debruçou sobre o period nos anos 1980 do qual essas cantoras fizeram parte. Sempre em contato com a obra das artistas, Regina Machado observou abordagens muito diferenciadas na maneira de interpreter a canção popular. Entre os elementos característicos, ela cita a evidência da fala no canto, utilizada no grau máximo pelas quatro cantoras.
Um segundo elemento da projeção vocal marca a vanguarda paulista nos anos 1980, Segundo Regina Machado: a estridência, regiões muito agudas da emissão, atitudes vocais que não tinham acontecido na música brasileira até aquele momento. "… Uma fase de grande ruptura, como todo trabalho de vanguarda, mas sempre mantendo o elo com a tradição."
O livro A canção popular também investiga as vocalidades dos compositores da vanguarda paulista que se revelaram cantores: Luiz Tatit, Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção.
Ouça a entrevista de Regina Machado a Alexandre Ingrevallo.
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