Galeria
Uma revista eletrônica de arte
'Ousadia, loucura e ritmo frenético mantêm vivo o rock and roll'
Ciro Pessoa compara o rock and roll a um rio e seus afluentes: "É uma linguagem viva porque percorreu dezenas de caminhos: o rock psicodélico, o rock progressivo, o punk rock, o new wave. É uma linguagem absolutamente presente nas nossas vidas".
Pessoa, que está com 50 anos, conta que cresceu ouvindo Gênesis, Yes, Beatles, Stones, The Doors. E acredita que o rock chega às pessoas naturalmente inquietas, como um questionamento da realidade. Para o compositor, que acaba de lançar o álbum Em dia com a rebeldia, é condição inerente ao rock trazer algo novo. E opina que houve um equívoco nos anos 1980 no Brasil com o casamento do rock com a indústria. Ciro Pessoa alega que nessa fase o pop rock foi altamente previsível e a loucura ficou amortecida. "Não se faz música com a intenção de ser sucesso e sim com a intenção de transmitir sentimento", diz ele. Mas o compositor reconhece que os anos 1980 consolidaram a linguagem do rock brasileiro numa esfera mais popular. Cazuza, Arnaldo Baptista e Renato Russo permitiram a empatia entre rock and roll e a língua portuguesa. Isso porque até então as bandas criavam canções em inglês. E nos anos 1980 a língua portuguesa se tornou instrumento da letra do rock.
Acompanhe o debate, na íntegra, com mediação de Alexandre Ingrevallo.
- Ciro Pessoa e Cesar Gavin - Galeria
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VAL
Com certeza o Rock and Roll é imortal ! Muitas gerações virão e irão descobrir clássicos e inovar com outras criações,mas nunca acabará !