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  • O escritor Xico Sá, que também participa do programa semanal Cartão Verde, da TV Cultura, e a capa do livro Chabadabadá – Aventuras e desventuras do macho perdido e da fêmea que se acha. Divulgação

    O Chabadabadá de Xico Sá

    Cirley Ribeiro | 16.08.2010

    Xico Sá tenta explicar a tragicomedia na relação entre homem e mulher, segundo ele "com o homem ainda atordoado pelo avanço irrefreável da mulher". O jornalista brinca com situações inusitadas, sem deixar de lado problemas que ainda afetam o universo feminino, como as diferenças salariais no mercado de trabalho. Mas reconhece que o avanço das mulheres em várias áreas da sociedade está deixando os homens um pouco menos machistas.

    Xico Sá faz humor com o conservadorismo masculino traçando perfis que vão do "macho jurubeba" ao "macho hortinha". Ele explica que o primeiro representa o machão à moda antiga, simbolizando todos aqueles que resistem em ceder a um novo modelo de relacionamento. Já o "macho hortinha" representa o homem mais delicado, mas não menos ardiloso na hora da conquista. "Ele tem até o seu próprio manjericão em casa, para mostrar seus dotes na cozinha."

    Para escrever o livro, Xico Sá contou com várias fontes de informação: da rede de amigos a garçons em bares e restaurantes de São Paulo: "As fontes são todas reais e as histórias resultam de muito ouvido", diz ele.

    Ouça a entrevista de Xico Sá a Alexandre Ingrevallo.
     

    • O Chabadabadá de Xico Sá - Galeria

     

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