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  • 'Eu não nasci fumante!'

    Cirley Ribeiro | 28.07.2010

    O funcionário público aposentado Adermir Ramos da Silva fumou dos 11 aos 57 anos de idade. No começo, o cigarro o deixava tonto e com um sabor desagradável na boca. A cada tragada seguia-se uma sequência de tosse, ânsia, tontura e tremedeira nas pernas. A sensação desagradável não impediu o então garoto de continuar fumando. Foram 46 anos de inconsciência, como ele revela no livro O cigarro e a magia ou pare de fumar. Aos 72 anos, Adermir Ramos da Silva decidiu dividir com o público a estratégia para vencer a dependência.

    Logo no início do livro, o autor descreve o cenário de uma infância difícil: a luta da mãe para sustentar os cinco filhos graças a ausência do pai, que abandonou a família. Adermir explica que resolveu relatar essa intimidade porque a situação vivida quando era garoto foi decisiva para começar a fumar."É na infância que se adquire um conjunto de informações e injunções que impedem a satisfação das próprias necessidades. E num cenário de pobreza é fácil perceber como o cigarro atrai", diz ele.

    Ao narrar a própria relação com o cigarro, Adermir Ramos da Silva procura colaborar com os fumantes que querem vencer o vício. Segundo ele, uma das formas para enfrentar a dependência psicológica é a "aquisição de sabedoria". E o primeiro passo é perceber o que é ser e estar fumante. E argumenta: "Eu não nasci fumante, portanto posso parar de fumar".

    Adermir detalha todo esse processo em entrevista concedida a Alexandre Ingrevallo.

    • Adermir Ramos da Silva: 'Eu não nasci fumante!' - Galeria

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