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  • Céu e Diogo Poças juntos, pela 1ª vez, em um programa de rádio

    Cantores e compositores que trilham caminhos próprios, os irmãos Céu e Diogo Poças já gravaram e se apresentaram juntos, mas raramente estão lado a lado em uma entrevista. Esse foi um dos motivos para a presença dos dois na edição 262 do Galeria, marcando o primeiro aniversário do programa. Convite feito, convite aceito.

    Céu e Diogo chegaram aos estúdios da Rádio Cultural Brasil acompanhados do violonista Daniel Oliva, dispostos a um papo descontraído e a fazer música ao vivo. Não demorou para os três se sentirem em casa, exatamente como imaginamos para comemorar um ano de produção. Nesse primeiro de setembro completamos 1060 horas de programação ao vivo; mais de 300 entrevistas e cerca de 800 reportagens em torno de temas como música, teatro, literatura, artes plásticas, cinema, tecnologia, internet, educação e cidadania. Céu e Diogo Poças já haviam participado do programa, cada um falando de seu trabalho individual. Mas a junção dos dois no estúdio trouxe ao programa a energia, a descontração, o respeito e um carinho muito especial para esse dia de festa. Não poderia ser diferente. Adepto confesso da "terapia do abraço", Diogo Poças relatou as mudanças individuais e profissionais após um grave acidente, episódio que se transformou no estopim para o lançamento do álbum "Tempo", um trabalho autoral. "Ele é coração puro", testemunha a irmã caçula.

    Na entrevista concedida a Alexandre Ingrevallo, Céu relembrou os tempos em que viveu em Nova York e estudou canto, enquanto pagava as contas trabalhando como garçonete, babá, faxineira e até "seguradora de casacos" em restaurantes, no inverno frio da cidade americana. Já Diogo Poças falou do privilégio de ter lançado seu primeiro trabalho autoral, aos 33 anos, por uma gravadora que apostou nisso. "Valeu muito porque eu não fui contratado para ser um artista que eu não era." 

    Ao vivo no estúdio, Céu e Diogo Poças interpretaram "Nada que te diz respeito", de Diogo Poças e Jessé Santos, acompanhados do violonista Daniel Oliva. E encerrando o programa, Diogo cantou "Carioquinha", parceria dele com o pai Edgar Poças. Durante a entrevista, Galeria recebeu a inesperada intervenção do produtor Solano Ribeiro: "Eu tinha que estar perto da Céu. A minha frase, que acompanha a filosofia do meu trabalho é chega de saudade. Tá na hora da fila andar e os dois estão na frente da fila".
     

    • Céu e Diogo Poças juntos, pela primeira vez, em um programa de rádio

     

    EXIBIÇÃO 01.09.2010, 10:00

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