Bossamoderna
Um programa de Tárik de SouzaVento
Eduardo Weber | 11.01.2012
Elemento natural presente na música desde os primórdios, o vento é tema no repertório dos “modernistas”, como mostra a análise e seleção musical de Tárik de Souza.
O Bossamoderna reúne quase duas dezenas de obras compreendidas no período de 1959, quando da gravação de “O vento”, de e com Dorival Caymmi, a 2010, ano do lançamento do CD "Lero-lero", de Luísa Maita, que gravou de sua autoria “Um vento bom”.
Um bloco dessa edição reúne composições homônimas, como “O tempo e o vento”, assinada por Johnny Alf em gravação de 1960, da cantora Ana Lúcia (falecida em 2011), e de Billy Blanco e Jorge Omar feita pela então bossanovista Beth Carvalho, feita em 1969.
Para Tárik de Souza, o vento também lembra atmosfera de mudança e de transformação, que ele ilustra com “Vento bravo” (Edu Lobo e Paulo César Pinheiro), “Vento de maio” (Gilberto Gil e Torquato Neto) e “Mudança dos ventos” (Ivan Lins e Vitor Martins), nas vozes respectivas de Edu Lobo, Nara leão e Nana Caymmi.
O tema foi explorado em vários ritmos. Da bossa nova de João Donato e Lysias Ênio (“Vento no canavial”, com Carol Saboya), ao estilo “pilantragem” de Wilson Simonal (“Prece ao vento”, de Gilvan Chaves, Alcyr Pires Vermelho e Fernando Luís Carmona) ao sambalanço de Orlandivo, que gravou de sua autoria “Deixa o vento levar”.
O vendaval que refresca o Bossamoderna desta semana traz a clássica como “Eu e a brisa” (Johnny Alf) e músicas pouco conhecidas, entre elas “O sopro do vento” (PC Castilho e Carmélio Dias), “Vento sul” (Marcos e Paulo Sérgio Valle), “Tempo vento” (Arnaldo Antunes), “Catarina e o vento” (Arnold Medeiros) e “Um vento” (Vítor Ramil).
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Bossamoderna
Vento
Quinta-feira, 23 de fevereiro, às 20h
Reapresentação: domingo, 26 de fevereiro, às 7h
Programa de Tárik de Souza
Produção: Rádio MEC – Rio de Janeiro
EXIBIÇÃO 23.02.2012, 20:00
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