78RPM
A sonoridade de uma época
Emilinha Borba, rainha do rádio
Ela cantava marcha, rumba, samba, toada, baião e o que fosse necessário para animar o auditório da Rádio Nacional sob o comando de César de Alencar, que a anunciava carregando nos erres: “Com vocês, a minha, a sua, a nossa favorita Emilinha Borba”.
Emilinha Borba foi uma das grandes cantoras do rádio, que teve absoluto sucesso a partir da segunda metade dos anos 1940. Emília Savana da Silva Borba nasceu em 31 de agosto de 1923 no Rio de Janeiro, onde faleceu a 10 de março de 2005.
Na época do disco de 78 rotações, Emilinha gravou mais de 200 músicas. Temas lançados pela cantora permaneceram na memória do público, como “Escandalosa”, “Chiquita bacana”, “Capelinha de melão”, “Paraíba”, “Tomara que chova” e muitas outras.
Nesta edição do 78 RPM, duas gravações raras reunindo Emilinha Borba e Marlene em registro de 1950: “Eu já vi tudo” e “Casca de arroz”. Ainda há gravações ao vivo realizadas no auditório da Rádio Nacional. Emilinha cantando com Francisco Alves “Exaltação à Bahia” e com o conjunto vocal Os Cariocas, um clássico de Geraldo Jacques e Haroldo Barbosa, “Adeus América”.
- Emilinha Borba, rainha do rádio - 78 RPM (Parte 1)
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comentários
Luiz Henrique
É sempre bom lembrar desta grande cantora que foi Emilinha Borba. Meu nome é Luiz Henrique e eu cantei com Emilinha durante os quatro últimos anos de sua vida, inclusive também compus para a ela algumas músicas. Quanto ao CD "Emilinha Pinta e Borba", cujo título, por sinal, foi uma criaçao minha, quero explicar à pessoa que perguntou (DanE.Pinseta)que este CD foi patrocinado pela Prefeitura do Rio de Janeiro e infelizmente foram prensadas apenas mil cópias. Posteriomente, Emilinha, por sua conta mesmo, solicitou mais mil, no entanto, tudo foi muito pouco em relação aos fans, por todo o Brasil, que teriam gostado de adquirir o disco. Pena que Emilinha não teve ajuda de nenhum órgão nem o patrocínio de nenhuma gravadora para divulgar e distribuir o disco. Mas... isso é Brasil, né!!!! E só mais uma observação: o último CD lançado em vida pela cantora foi o "Na Banca da Folia" (2005), onde Emilinha canta somente marchinhas; no entanto, a tiragem deste CD foi menor ainda que o "Pinta e Borba": apenas 500 exemplares.
DanE.Pinseta
Parabéns.Lembrança e homenagem merecidas.Nasci e cresci no interior de SP e na década de 50 o rádio era o único veículo de comunicação que nos levava a viajar pelo mundo , alimentando nossos sonhos. E a Rádio Nacional era a emissora mais ouvida em todo o país. Minha paixão pelo rádio vem de lá e, por isso, sou ouvinte assíduo da Cultura. Embora de gosto discutível quanto à escolha de repertório, Emilinha foi o maior fenômeno musical do rádio brasileiro. Hoje os tempos são outros e impossível repetir fatos como esse. Quero lembrar que ela lançou sucessos como "Se queres saber", de seu cunhado Peterpan, regravado por Nana Caymmi e Zizi Possi, e "Dez anos", regravado por Gal Costa e "Cubanacan", por Ney Matogrosso, que a convidou a participar de um de seu shows, cantando juntos ( existe no You tube). Fez sucesso com a versão de João de Barro ( Braguinha) "Aqueles olhos verdes", retomado por Mílton Nascimento no cd "Crooner". Emilinha lançou um último cd ( "Emilinha pinta e Borba", uma alusão a uma pinta que ela sempre fez questão de ostentar em seu rosto), que ela vendia pessoalmente em praça pública no Rio. Esse cd tem participações preciosas(Ney, Marlene, Zé Renato etc); tenho tentado encontrá-lo em vão. A Cultura Brasil tem como me ajudar? Muitíssimo obrigado. Dan
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Gesa
Quem é ese moço que disse ter cantado com Emilinha durente quatro anos? Alguem conhece? Eu conheci um calourinho que por sinal canta muito mal e nem tem postura de palco. Quer aparecer amigo, coloque uma melancia no pescoço