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  • À esquerda, página da revista O Cruzeiro, de 1967, com o temido a afamado João Acácio Pereira da Costa, o Bandido da Luz Vermelha. Sua história ganhou as telas em filme homônimo de Rogério Sganzerla protagonizado por Paulo Villaça em 1968. Reprodução

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    Vilmar Bittencourt | 19.08.2010

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    Com enredos dignos de narração de Gil Gomes, a presente lista não deve ser espremida, pois o resultado de tal operação mancharia sua tela com o sangue proveniente de catástrofes como acidentes e incêndios, além de assassinatos cometidos por valentia, paixão e ciúmes.

    Gênero ideal para tramas contendíveis, o samba se faz presente em boa parte da seleção. Ao ritmo da batucada, altercam-se malandros e trabalhadores na disputa por uma bela cabrocha, curiosos aglomeram-se ao redor do corpo estendido sob páginas esportivas de um jornal qualquer, e um breque dá detalhes cruéis da execução daquele que bateu numa mulher que não era sua.

    Entre mortos e feridos, progenitoras tombam: nos versos de Teixeirinha, a arte imita a vida num rancho em chamas; no drama rural de Vicente Celestino, um apaixonado campônio pratica o matricídio. Duas tragédias, dois corações.

    O clima criminal da trilha apresentada, surpreendentemente, tem início com música de carnaval. Desconstruída por Jards Macalé e Julio Medaglia, a marchinha de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira ganha sonoplastia e locução sensacionalistas. Sua sonorização radiofônica leva-nos à triste conclusão de que Deus, nem sempre, ajuda a quem cedo madruga.
     

    • Passarinho do relógio - Jards Macalé

     

     

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