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  • No começo dos anos 1970, o irreverente e pré-punk Joelho de porco posa para fotos no Mercado Municipal de São Paulo. Do lado direito, o grupo Premeditando o breque. Divulgação/Reprodução

    Do porão ao vinil

    Alceu Maynard | 20.10.2010

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    “A felicidade do homem é uma
    felicidade guerreira. Tenho
    dito. Viva a rapaziada! O gênio
    é uma longa besteira!”

    Oswald de Andrade
    (Frase retirada do livro Serafim Ponte Grande e usada
    como inscrição no muro do teatro Lira Paulistana)

     

    Sete anos foi tempo suficiente para uma revolução estética na musica popular brasileira.

    Ainda sob a marola do AI-5, no final da década de 1970, a juventude paulistana, predominantemente universitária, transbordava contracultura. Músicos, poetas e pintores se encontravam nos bares e feiras organizadas pelas redondezas da Vila Madalena.  Mas ainda faltava um palco que abrigasse toda esta convergência de artes distintas.

    Um novo sopro inspirador se instalaria a partir de 25 de outubro de 1979, quando o sonhador  Wilson Souto Junior resolveu alugar um pequeno porão com capacidade para 200 pessoas, localizado na Praça Benedito Calixto. Nascia o Lira Paulistana!

    Peças teatrais, filmes, debates e, principalmente, música marcaram o teatro, concebendo - sem saber - um movimento musical, o da vanguarda paulista. O fato é que esse "movimento" decolou e o que antes era apenas um teatro, expandiu para um jornal e também para a gravadora, que depois se tornaria um selo independente.

    Em 1986, o teatro fechou as portas, mas deixou uma herança cultural de 17 discos lançados pelo selo fonográfico Lira Paulistana, que agora vamos apreciar uma pequena amostra. 


    • Traçado - Cida Moreira

     

    EXIBIÇÃO 20.06.2010, 00:00

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    comentários

    Terráquiano
    Terráquiano

    Adorei ouvir o Grupo Paranga , são ótimos !!!