Playlists
Seleções musicais e histórias
Do porão ao vinil
“A felicidade do homem é uma
felicidade guerreira. Tenho
dito. Viva a rapaziada! O gênio
é uma longa besteira!”
Oswald de Andrade
(Frase retirada do livro Serafim Ponte Grande e usada
como inscrição no muro do teatro Lira Paulistana)
Sete anos foi tempo suficiente para uma revolução estética na musica popular brasileira.
Ainda sob a marola do AI-5, no final da década de 1970, a juventude paulistana, predominantemente universitária, transbordava contracultura. Músicos, poetas e pintores se encontravam nos bares e feiras organizadas pelas redondezas da Vila Madalena. Mas ainda faltava um palco que abrigasse toda esta convergência de artes distintas.
Um novo sopro inspirador se instalaria a partir de 25 de outubro de 1979, quando o sonhador Wilson Souto Junior resolveu alugar um pequeno porão com capacidade para 200 pessoas, localizado na Praça Benedito Calixto. Nascia o Lira Paulistana!
Peças teatrais, filmes, debates e, principalmente, música marcaram o teatro, concebendo - sem saber - um movimento musical, o da vanguarda paulista. O fato é que esse "movimento" decolou e o que antes era apenas um teatro, expandiu para um jornal e também para a gravadora, que depois se tornaria um selo independente.
Em 1986, o teatro fechou as portas, mas deixou uma herança cultural de 17 discos lançados pelo selo fonográfico Lira Paulistana, que agora vamos apreciar uma pequena amostra.
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Terráquiano
Adorei ouvir o Grupo Paranga , são ótimos !!!