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Seleções musicais e histórias
As desconhecidas de Cazuza
“Quando pintou o Barão, eu tinha tudo para não dar certo.
Nunca fui cantor; eu gostava de compor!”
Cazuza
Suas composições ficaram para a história da música popular brasileira. Suas letras amavam de verdade, gritavam liberdade e falavam de novidades. Cazuza era intenso na vida e na arte. Em nove anos de carreira, gravou 11 discos (dois ao vivo e um álbum duplo), ganhou prêmios como os de melhor letrista, melhor compositor e melhor música. Mas, além dos sucessos, ele deixou um legado de composições, algumas não tão conhecidas, mas não menos bonitas.
Em cada um de seus discos gravados, Caju (como era chamado pelos amigos íntimos), expôs as fases que vivia; as fases que viviam os jovens e que vivia o país.
Com o grupo de rock Barão Vermelho, Cazuza foi rebelde, bebeu do “rock and geral” e dançou na efervescência das novidades. Foi no Barão que Cazuza conheceu aquele que seria um dos seus melhores amigos e maior parceiro musical, Roberto Frejat, com quem divide, junto com George Israel, a música “Amor, amor”, feita sob encomenda para o filme Bete Balanço, de 1984. Mas como nem tudo na vida são “Milagres”, Cazuza não se sentia muito a vontade com o Barão Vermelho. Ele estava cansado de viver somente de rock. O menino do rio que cresceu ouvindo Dolores Duran, Lupicínio Rodrigues, Roberto Carlos e Cartola queria desbravar novos caminhos, novos mundos, novas músicas... Queria cantar bossa, coisas novas... E assim novos parceiros surgiram, como Rogério Meanda, com quem divide a autoria de “Medieval II”, que faz parte do seu primeiro disco-solo, Exagerado. Mas os antigos parceiros continuavam na ativa junto a Cazuza. “Ritual”, música do disco Só se for a dois, foi a retomada dos amigos Frejat e Cazuza, que haviam brigado após sua saída do Barão.
Sozinho, Cazuza compôs a música “O assassinato da flor”. A letra mostra toda a sensibilidade do poeta que já sentia na pele os efeitos do vírus HIV.
- O assassinato da flor - Cazuza
No álbum duplo, Burguesia, último que lançou em vida, o cantor agradeceu, sofreu, criticou, foi pra “Manhatã”, e falou de como era ser filho único. Em apenas uma única música, fala de paz, de sonhos e de um amor diferente entre “Dois homens apaixonados”. Foi a partir de uma conversa entre dois homens apaixonados pela música que nasceu a letra “Hei, Rei!”, do álbum póstumo Por aí. Esses dois homens eram Cazuza e Roberto Carlos. Os versos da música nasceram depois do encontro entre os dois. “Ao cumprimentá-lo, disse assim: 'E aí, meu Rei?'. Roberto retrucou: 'E aí, meu Barão?'. Argumentei que há muito não fazia parte do Barão Vermelho. Mas Roberto foi rápido no gatilho e saiu-se com essa: 'Para mim, você vai ser eternamente o meu Barão'. Frejat musicou essa, que seria sua última parceria com Cazuza, que deixou 126 canções gravadas, 78 inéditas, escritos e poemas que estão presentes no livro Cazuza – Preciso dizer que te amo – Todas as letras do poeta.
- Hei, Rei! - Cazuza
“Espero que, no fundo, não se esqueçam do poeta que sou.
Que as pessoas não se esqueçam de que,
mesmo num mundo eletrônico, o amor existe.
Existem o romance e a poesia.
Que mais crianças venham a nascer e é fundamental o amor ao país.”
Cazuza
[ ] Frases retiradas dos livros Cazuza - Só as mães são felizes e Cazuza - Preciso dizer que te amo, todas as letras do poeta
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comentários
Terráquiano
Será que eu sou medieval?
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Terráquiano
Deleuze disse que os" organismos morrem e não a vida" Que falta anda fazendo esse organismo chamado Agenor !