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Seleções musicais e histórias
A música por trás do astro
O mês de agosto marca a vida e a morte de uma importante figura da cultura brasileira: Oscar Lorenzo Jacinto de la Imaculada Concepción Teresa Dias. O pomposo nome pertence ao comediante brasileiro Oscarito.
Na verdade, Oscar veio para o Brasil com um ano de idade, quando foi naturalizado. Oscarito nasceu em 16 de agosto de 1906 na cidade de Málaga, na Espanha. Filho de uma família circense com tradição de mais de 400 anos, ele estreou no picadeiro aos cinco anos e desde então foi palhaço, trapezista e ator de teatro. No ínicio dos anos 1940, foi contratado pela Atlântida, produtora brasileira que assinou mais de 60 filmes em seus 21 anos de história. Por lá Oscarito encontrou Grande Otelo no filme Tristeza não paga divídas, parceria que faria história no cinema nacional.
A partir da década de 1950, Oscarito ficou conhecido por atuar em diversas paródias do cinema americano, como Nem Sansão, nem Dalila, Matar ou correr e Colégio de brotos, este último visto por cerca de 250 mil espectadores em sua primeira semana de exibição, um número de expressão na época. Entre os mais de 40 filmes estrelados pelo comediante, vale destacar Aviso aos navegantes, Carnaval no fogo, Homem do Sputinik entre os mais de 40 filmes estrelados pelo comediante.
Em 1974, 12 anos após a Atlântida fechar as postas, foi lançado o documentário Assim era Atlântida, que esmiuçou as chanchadas feitas pela produtora. O filme, dirigido por Carlos Manga e roteirizado pelo próprio Manga ao lado do hoje novelista Silvio de Abreu, teve sua trilha e algumas das passagens registradas em um LP homônimo. Destaque para "Calipso rock" com Oscarito dublando George Green.
Outra trilha que merece nota é a do filme Crônica da cidade amada. A película fala do Rio de Janeiro por meio de pequenos episódios baseados em crônicas de Paulo Mendes Campos, Carlos Drummond de Andrade, Dinah Silveira de Queiroz, Fernando Sabino, entre outros. A trilha sonora recebeu músicas de Taiguara, Blecaute, Tito Madi, Rio 65 Trio e Portinho, além fala de Paulo Autran.
Oscarito morreu no dia 4 de agosto de 1970. Para festejar a vida e a obra do comediante, uma playlist com trilhas e diálogos que fizeram história em seus filmes.
REPERTÓRIO
01. Abertura do filme Garotas e samba (regência de Alexandre Gnatalli)
02. Diálogo do filme Barnabé, tu és meu, com Oscarito e José Lewgoy
03. Crônica da cidade amada (Taiguara), com Taiguara (do filme Crônica da cidade amada)
04. Franqueza (Denis Brean e Oswaldo Guilherme), com Odete Lara (do filme Duas histórias)
05. Quero morrer no Rio (Blecaute), com Blecaute (do filme Crônica da cidade amada)
06. Recruta biruta (Antonio de Almeida, Antonio Nássara e Alberto Ribeiro), com Eliana e 07. Adelaide Chiozzo (do filme Aviso aos navegantes)
08. Crônica de amor, fala de Paulo Autran (do filme Crônica da cidade amada)
09. Cidade maravilhosa (André Filho), com Portinho e sua orquestra (do filme Crônica da cidade amada)
10. Diálogo do filme Nem Sansão, nem Dalila, com Oscarito e Wilson Grey
11. Mademoiselle BB (Bruno Marnet), com Norma Bengell (do filme O homem do Suptinik)
12. Calipso rock (Carlos Imperial e Roberto Reis), com Oscarito dublando George Green (do filme De vento em popa)
13. Festa do samba (Denis Brean e Oswaldo Guilherme), com Guio de Morais (do filme Vamos com calma)
- Abertura - Oscarito
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