Baião
O ritmo binário, batido no bojo da viola no tempo de espera dos cantadores, tomou o país e foi exportado a partir de meados da década de 1940, por Luiz Gonzaga e parceiros. Desde então, ele foi adotado e estilizado por modernistas. O baião é assunto desta edição do Bossamoderna com gravações de várias épocas e recriações de temas antigos recentemente lançados.
Tárik de Souza abre o programa a clássica “Paraíba”, em gravação feita ao vivo no Auditório Ibirapuera em São Paulo por Chico César e o Quinteto de Sopros da Paraíba.
Seguindo essa linha são apresentadas as recriações dos baiões “Bim bom” feita pela cantora Ithamara Koorax; “Homem com H”, sucesso antigo de Ney Matogrosso na versão de Zeca Baleiro; o clássico primal do gênero, “Baião” em criação dos anos 1970 da Banda Black Rio; e “Adeus Maria Fulô”, que Joyce gravou em começo de carreira.
O programa conta com gravações esquecidas. Uma delas é o “Baião caçula”, registro de 1958 do violonista carioca Djalma Andrade, conhecido como Bola Sete. Ainda há a composição de Luiz Chaves, baixista do Zimbo Trio, do primeiro disco do grupo, “O norte”, gravado em 1964, e “Baião do meu jeito”, que Francis Hime compôs e gravou em 1980.
Gravações mais recentes também estão presentes nesta seleção de Tárik de Souza. Ele conta com Maria Gadú em “Bela flor”; Silvério Pessoa em “Baião desordeiro” de seu novo disco; a parceira de Ná Ozzetti e Zélia Duncan no baião “Sobrenatural”; e a última de Chico Buarque: “Tipo um baião”.
- Baião - Bossamoderna (Parte 1)
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Bossamoderna
Baião
Apresentado na RCB em 27 de outubro de 2011
Apresentação: Tárik de Souza
Produção: Rádio MEC/RJ
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