O adeus do diamante da bossa nova
O cantor e compositor Billy Blanco faleceu na manhã desta sexta-feira (8/7), no Rio de Janeiro, aos 87 anos, vítima de uma parada cardíaca. Ele estava internado no Hospital Pan-Americano, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, desde outubro de 2010 quando sofreu um derrame cerebral.
William Blanco de Abrunhosa Trindade nasceu em Belém do Pará no dia 8 de maio de 1924. Em 1946 se mudou para São Paulo para estudar arquitetura. Já compunha e cantava desde a juventude, atuando em rádios e clubes de Belém. Nos anos 1950, concluiu a graduação em arquitetura no Rio de Janeiro e passou a exercer as duas profissões: a do nanquim e régua T com a dos palcos.
Billy Blanco escreveu cerca de 200 músicas, várias delas em parceria com Tom Jobim, como “Esperança perdida”, “Teresa da praia” e a “Sinfonia do Rio de Janeiro”. Compôs “Samba triste” com Baden Powell e assinou letra e música de “Mocinho bonito”, “Viva meu samba”, “Estatuto da gafieira” e “Lágrima flor”. Suas primeiras composições foram interpretadas por nomes como os de Leda Barbosa, Dolores Duran, Mary Gonçalves, Neusa Maria e Linda Batista.
- Teresa da praia - Dick Farney e Lúcio Alves
Em 1996, ao lado de Paulinho Tapajós, participou do programa Estúdio 1200, apresentado por Fausto Canova. Na ocasião, o compositor com 72 anos de idade havia acabado de lançar Billy Blanco informal, álbum da série "O autor e sua obra", gravado ao vivo no Vinicius Piano e Bar, Rio de Janeiro, e lançado pela gravadora CID.
- Billy Blanco e Paulinho Tapajós no Estúdio 1200
Confira também o depoimento cedido pelo músico ao programa A Voz Popular em 2007. Billy Blanco falou de sua prisão com a cantora Nora Ney por causa do samba “João da Silva” – feito por ele e gravado por ela em 1962.
- Billy Blanco fala da prisão com Nora Ney
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