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  • Posteridade: o fim da história

    Eduardo Weber | 11.12.2010

    O ano de 1950 é importante para a redescoberta de Noel Rosa. E tudo começa com Aracy de Almeida.

    A cantora apresentou um espetáculo na boate Vogue em Copacabana que balançou o público. Motivo: o repertório era basicamente de obras de Noel Rosa, que acendeu nos jovens a vontade de conhecer sua música.

    Mas para a surpresa de todos que procuravam discos de Noel nas lojas, nada havia. Não havia discos de Noel à venda. Foi Aracy de Almeida que começou a gravar suas músicas pela Continental, inclusive com lançamento de álbuns compostos de três discos em 78 r.p.m., um luxo na época, com capa de Di Cavalcanti e textos de Lúcio Rangel e Fernando Lobo.

    Também, para comemorar os 40 anos de nascimento de compositor, estrearia na Rádio Tupi uma série de 22 programas de 30 minutos com pesquisa, roteiro, produção, direção musical e apresentação de Almirante: No tempo de Noel Rosa.

    Esses dois personagens da cultura brasileira, Aracy de Almeida e Almirante, foram os responsáveis para que a obra do poeta da Vila fosse definitivamente redescoberta.

    Neste penúltimo episódio da série Noel Rosa, as histórias e os sons de uma época, João Máximo e Carlos Didier mostram curiosidades e detalhes de polêmicas envolvendo o Poeta da Vila, ataques à sua obra, defesas veementes e até momentos inusitados envolvendo psicografias de “possíveis sambas assinados pelo compositor do além!”.

    O programa conta ainda com depoimento de um morador ilustre de Vila Isabel nos anos 1950, Aldir Blanc, que fala de seu interesse sobre a obra do compositor. Registro de um dos biógrafos do Noel Rosa, Jacy Pacheco, seu primo que o conhecera em Campos em 1934. Trecho de programa do programa Empório Brasileiro, em que Rolando Boldrin canta uma música desconhecida de Noel Rosa. Depoimento de Hervê Cordovil, sobre um samba psicografado.


    REPERTÓRIO

    “O X do problema” (Noel Rosa), por Aracy de Almeida
    “Choro em fá menor” (Vadico), por Amilton Godoy
    “Cor de cinza” (Noel Rosa), por Aracy de Almeida
    “Palavra que convém”, por Grupo Alta Tensão
    “Vila Isabel do espaço” (Hervê Cordovil e Noel Rosa), por Hervê Cordovil
    “Não preciso mais do seu amor” (Noel Rosa), por Armênio Mesquita Veiga acompanhado ao violão por Caola
    “Francamente” (Noel Rosa), por Armênio Mesquita Veiga acompanhado ao violão por Caola

    • Posteridade: o fim da história - As histórias e os sons de uma época 

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