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  • Posteridade

    Eduardo Weber | 02.12.2010

    Noel Rosa faleceu na noite do dia 4 de maio de 1937, aos 26 anos, quatro meses e 23 dias. E o que aconteceu depois?

    Este episódio narrado por João Máximo apresenta um preciso cenário de transformação da música popular, dos costumes, do Brasil e do mundo no período que se seguiu logo após o desaparecimento do poeta da Vila.

    Para os supersticiosos, o ano de 1937 foi idêntico ao de 1910, quando Noel nasceu. Ano de cometa que significava maus presságios, catástrofes, fim do mundo. De mau agouro mesmo em 1937 só o Estado Novo. Mas pouco depois viria a segunda Guerra Mundial que mudaria muita coisa por aqui.

    A Política de Boa vizinhança afetou os nossos costumes. Exportamos Carmen Miranda e importamos cinema, literatura, música, dança, teatro e o modelo norte-americano de vida.

    Se antes tínhamos o samba em forma de crônica de costumes e de crítica, passamos para a égide do samba ufanista. Se antes tínhamos o “rei da voz”, agora novos cantores tinham como professores Bing Crosby e Frank Sinatra. O samba que dominava passou a ser outro, o samba-canção.

    O cenário brasileiro e mundial entre 1937 e 1950 contribuiu muito para que nesse período de 13 anos Noel Rosa fosse esquecido. E esse esquecimento tem como base números de João Máximo e Carlos Didier. Em 13 anos ocorreram apenas 19 gravações da obra do compositor, sendo cinco logo após sua morte: “Último desejo”, “Século do progresso”, “Rapaz folgado” e duas versões de “As pastorinhas”.

    Este episódio de Noel Rosa, as histórias e os sons de uma época traz depoimentos de João de Barro e das antigas namoradas do compositor: Clara, Fina e Ceci.


    REPERTÓRIO

    “... E o mundo não se acabou” (Assis Valente), por Carmen Miranda
    “Violões em funeral” (Sílvio Caldas e Sebastião Fonseca), por Sílvio Caldas
    “Busto calado” (Cipó e Rubens Silva), por Carmen Costa
    “Touradas em Madrid” (João de Barro e Alberto Ribeiro), por Almirante
    “Linda pequena” (João de Barro e Noel Rosa), por João Petra de Barros
    “Pastorinhas” (João de Barro e Noel Rosa), por Sílvio Caldas
    “Silêncio de um minuto” (Noel Rosa), por Marília Baptista
    “Copacabana” (João de Barro e Alberto Ribeiro), por Dick Farney
    “Amargura” (Radamés Gnattali e Alberto Ribeiro), por Lúcio Alves
    “Remorso” (Noel Rosa), por Marília Baptista

    • Posteridade - As histórias e os sons de uma época (Parte 1)

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