Casa não casa
Quem conhece a história de Noel Rosa sabe que casamento, papel passado, aliança no dedo e bolo de noiva nunca fizeram parte do imaginário do compositor. A não ser para comedia ou drama. Se existe uma coisa que ele fugia como o diabo foge da cruz, essa coisa era a frase “Eu os declaro marido e mulher, até que a morte os separe”.
Casa não casa focaliza principalmente os acontecimentos de 1934. Um divisor de águas na vida de Noel Rosa, segundo Carlos Didier e João Máximo. O ano em que a vida amorosa de Noel Rosa se transformou num verdadeiro caos. E por quê?
Esse episódio apresenta cinco protagonistas da agitada vida boêmia e romântica do poeta da Vila. Cinco mulheres, cada uma com um perfil, uma história e uma vontade.
A primeira da lista é Clara. Uma namoradinha da adolescência para quem Noel Rosa compôs “Não morre tão cedo”, música inédita até a gravação desta série, aqui registrada pela voz de Vânia Bastos e o violão de Eduardo Gudin. Ficou na esperança.
Depois Julinha, uma frequentadora do cabaré Apolo. Dançarina, mais velha que Noel, gostava de provocar escândalo. Almirante afirmou que “Pra esquecer” foi feita pra ela, o que Noel negou em entrevista à revista Carioca. Sabe-se lá quantos barracos ela montou.
A terceira é Lindaura, a jovem que passeava com Noel Rosa pra baixo e pra cima a bordo do Pavão, aquele Chevrolet comprado de Francisco Alves que vivia enguiçado. E por causa das escapadas com a garota, Noel foi acusado de rapto e teve que se explicar ao delegado. Sobre esse caso, os autores da série ilustram o romance de Noel e Lindaura com a música “Você foi o meu azar”.
Seguindo a lista, chegamos a Fina, melhor dizendo Josefina. Noel Rosa disse que foi o romance mais sincero de sua vida gloriosamente romântica. A música "Três apitos" foi a ela dedicada e o compositor não deixou que ninguém a gravasse, o que veio acontecer somente 13 anos após a sua morte, em 1950, por Aracy de Almeida.
E fechando o quinteto fantástico e amoroso, Juracy, ou Ceci. Uma garota de 16 anos que Noel Rosa conheceu no Apolo na festa de São João de 1934. Um capítulo que não tem seu ponto final neste episódio.
- Casa não casa - As histórias e os sons de uma época
REPERTÓRIO
“Capricho de rapaz solteiro” (Noel Rosa), por Mário Reis
“Não morre tão cedo” (Noel Rosa), por Vânia Bastos acompanhada por Eduardo Gudin (ao violão) – Gravação exclusiva da série
“Pra esquecer” (Noel Rosa), por Francisco Alves
“Amar com sinceridade” (Noel Rosa e Silvio Pinto), por Caola
“Mentiras de mulher” (Noel Rosa e Arthur Costa), por Noel Rosa
“Você foi o meu azar” (Noel Rosa e Arthur Costa), por Arthur Costa e Nenéo das Neves
“Prato fundo” (Noel Rosa e João de Barro), por Almirante
“Três apitos” (Noel Rosa), por Aracy de Almeida
“Dama do cabaré” (Noel Rosa), por Caola
“Dama do cabaré” (Noel Rosa), por Orlando Silva
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