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  • A vida cultural e política e os costumes do brasileiro foram os motores para Nássara. Acima, ilustração de 1944 intitulada Percussão. Reprodução

    Nássara por Carlos Didier

    Lia Machado Alvim | 03.01.2011

    Ano do centenário de nascimento do cartunista e compositor Nássara, 2010 se encerra com chave de ouro: o historiador e músico Carlos Didier lança a biografia Nássara passado a limpo.

    O livro foge do padrão de uma biografia convencional ao ser narrado em forma de histórias curtas, todas independentes. Funciona como um livro de contos que, alinhavados, traçam a vida do personagem.

    Esta é a terceira biografia escrita por Carlos Didier. Em parceria com o jornalista João Máximo, assinou Noel Rosa, uma biografia (1990), título atualmente fora de catálogo e fonte de pesquisa e inspiração para a série As histórias e os sons de uma época, produzida em 1992 pela Rádio Cultura Brasil. Em 2005, Didier se voltou para a carreira de outro compositor: Orestes Barbosa, réporter, cronista e poeta.

    Um dos fundadores do Conjunto Coisas Nossas, cujo repertório girava em torno dos sambas de Noel Rosa, Ismael Silva e Sinhô, Didier é conhecido no meio artístico como Caôla.

    A seguir, nada melhor que um carioca para traduzir outro... Nássara por Carlos Didier...
     

    • Didier fala das duas carreiras de Nássara: a do desenho e a da música

     

    Ouça também duas músicas das quais Nássara se orgulhava: “Nunca pensei”, parceria com Rubens Soares, e “Dono do meu afeto”, com Frazão. Ambas lançadas em 1937 por Aracy de Almeida.
     

    • 'Nunca pensei' e 'Dono do meu afeto', ambas por Aracy de Almeida (1937)

     

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