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  • A música engajada e antropofágica de Vitor Pirralho tem origem na obra do modernista Oswald de Andrade. Maíra Gamarra

    Vitor Pirralho e U.N.I.D.A.D.E.

    Pedro Nakano | 28.07.2010

    A ideia é devorar e apropriar criticamente o interresante e, ao mesmo tempo, expropriar o inútil. Em poucas palavras, esse é o mote da antropofagia cultural, força-motriz que o grupo alagoano Vitor Pirralho e U.N.I.D.A.D.E. usa para compor sua música engajada.
     

    • Vox Populi - Vitor Pirralho e U.N.I.D.A.D.E.


    Vitor Pirralho e U.N.I.D.A.D.E. é Vitor Pirralho (voz), Pedro Ivo Euzebio (bateria, programações e synths), André Meira (baixo), Dinho Zampier (teclados), Luciano Rasta (percussão) e Aldo Jones (guitarra).

    O “rap-repente antropofágico de origem afro-indígena” do professor de literatura Vitor Pirralho tem entre suas influências as ideias do Manifesto antropofágico, de Oswaldo de Andrade, e no artigo Da razão antropofágica: diálogo e diferença na cultura do Brasil, do poeta Haroldo de Campos. A banda U.N.I.D.A.D.E. (União Não Influenciada Demagogicamente Antropofagia Determina o Estilo) é a responsável pelas batidas e programações. Em 2008, o grupo foi um dos selecionados do Programa de Mapeamento Cultural Rumos, do Instituto Itaú Cultural, de São Paulo. 
     


    Vitor Pirralho e U.N.I.D.A.D.E. tem dois discos lançados: Devoração crítica do legado universal (2008) e Pau-Brasil (2009). Além de defender a ideia de antropofagia cultural, as letras de Vitor também falam de temas como segregação, alienação e colonialismo.


    Ficha técnica

    Formação – 2003
    Lugar – Alagoas
    Som perto de Emicida, Pentágono e Racionais Mc’s
    Estilo – Rap, dub e pop

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    comentários

    Terráquiano
    Terráquiano

    Deveriam tocar Rap nas aulas de sociologia por aí! A música nordestina tipo foundue fica uma coisa deliciosa !