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  • Direto do Acre, a trinca de som mestiço Caldo de Piaba. Reprodução

    Mangofa da boa

    Pedro Nakano | 16.06.2010

    Iguaria afrodisíaca, remédio para curar ressaca ou delicatessen, Caldo de Piaba é um projeto para experimentar uma mistura de ritmos por meio da música instrumental. Fazendo leituras criativas de canções populares e inovando em composições próprias, esse grupo de amigos do Acre é um universo particular a ser descoberto.  
     

    • O Fanq - Caldo de Piaba


    Caldo de Piaba é Saulinho Machado (guitarra), Arthur Miúda (baixo) e Eduardo Di Deus (bateria).

    Em 2009, o grupo emprestou a Kombi do Sr. Ebson e viajou pelo interior do Acre. O projeto foi chamado de Piaba no Kombão. A intenção era valorizar os espaços públicos e tocar para os mais diversos tipos de plateia. Com um repertório variadíssimo, o grupo sempre tinha na manga algo para levantar a rapaziada. Em Brasileia, fronteira com a Bolívia, uma releitura da lambada “Chorando se foi”, lançada pelo grupo franco-brasileiro Kaoma em 1989, foi tiro certo. Naquela ocasião, quem assumiu os vocais foi Lígia Martins.
     


    Caldo de Piaba traz muito funk, guitarrada paraense, lambada, ska, brega e samba-rock. Sempre com liberdade para improviso, o grupo já se apresentou em festivais importantes da música independente, como o Rec Beat, Fora do Eixo, Calango e Grito Rock. Sem se deixar levar pelo eixo Rio – São Paulo, e cada vez mais mergulhados em ritmos populares, Caldo de Piaba é uma das novas bandas instrumentais que surgem como alternativa àquelas preocupadas em exaltar o virtuosismo.


    Ficha técnica

    Formação – 2008
    Lugar – Acre
    Som perto de Burro Morto e A Banda de Joseph Tourton
    Estilo – Funk, ska, samba-rock e lambada

    EXIBIÇÃO 16.06.2010, 10:00

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