• Controle Remoto - Ouça Ao Vivo

  • Roda Viva interativo

    Realizamos a primeira cobertura participativa do programa Roda Viva nesta segunda, 22 de setembro, que entrevistou o economista Ilan Goldfajn sobre a crise financeira internacional. Foi uma experiência piloto para avaliar a viabilidade de realizar transmissão ao vivo com interação do público utilizando equipamentos não-profissionais e recursos gratuitos da internet. Deu certo.

    O resultado foi que os internautas puderam assistir ao programa de um jeito diferente, participando e se deparando com uma narrativa não-linear (diferente de uma transmissão na televisão). Para tanto, montamos uma página na internet reunindo uma série de recursos multimídia para proporcionar uma visão ampliada do debate realizado na arena do programa. Buscamos nesta experiência alcançar dois objetivos: testar os recursos de uma televisão interativa (seja ela a TV Digital, a do futuro, ou a internet) e montar um “emissora de bolso”.

    Com um laptop conectado na rede, uma câmera de vídeo mini DV (dessas pequeninhas que cabem na palma da mão), um tripé e uma máquina fotográfica montamos um set, um uplink e ainda funcionamos como “eng” (no jargão de quem trabalha com televisão é a abreviação para equipe de reportagem que consiste em repórter, cinegrafista e auxiliar).

    Para transmitir ao vivo, por meio de streaming, usamos um aplicativo disponível na internet chamado mogulus, que é de uso gratuito.

    O mogulus realiza o streaming - assim como o ustream e o yahoolive - mas com um diferencial bem interessante. É também um switcher e uma mesa de corte on-line, ou seja, permite edição do conteúdo que vai ao ar com link do vivo, vts (via You Tube) ou transmissão via celular (pelo Qik). Também possibilita rodar vinhetas, colocar tarja de identificação, scroll (aquelas frases que ficam rodando na tela) e grava a transmissão ao vivo que fica disponível para reprises (e download para edições).

    Com nossa emissora de bolso fizemos a cobertura dos bastidores do Roda Viva registrando os momentos da chegada dos convidados e realizamos entrevistas. Durante o programa, mantivemos nossa câmera ligada e nos intervalos e ao final do programa entrevistamos os presentes na arena. Isso tudo foi ao ar numa página especial com o objetivo de oferecer um novo ângulo para se assistir televisão, ou melhor, assistir internet. Ou as duas coisas.

    Da sala de casa para a rede

    O telespectador de internet tem um diferencial: o canal de retorno. Além de telespectador ele é também um comunicador. Por isso, nesta experiência tentamos trazer o sujeito que está em casa para a “roda-viva” que caracteriza o programa. Usamos o cover it live, uma ferramenta de bate-papo multimídia, para fazer públicas as inquietações de quem assiste a um debate pela televisão. Mais de 100 pessoas participaram com comentários, opiniões políticas, perguntas, sugestões, ou simplesmente acompanhando a movimentação deste espaço público virtual.

    Um moderador fez a condução do bate-papo, destacando pontos das transmissões do vivo do programa e dos bastidores. O moderador também assumiu o papel de editor de conteúdo estendido, quebrando a linearidade das transmissões ao ampliar o debate da TV com a publicação de links sobre temas tratados na arena, informações sobre os participantes, fotos dos bastidores. Isso tudo foi contextualizando e aprofundando o debate difundido pela televisão.

    Essa experiência, além de levar informações de qualidade para o público da emissora, funciona como um excelente termômetro para medir a qualidade do debate.

    No mais, ao término, em poucas horas, é possível oferecer ao público um grande especial multimídia colaborativo, com a versão integral do programa, os bastidores em vídeo, a integra das conversas, fotos e todas as micropostagens feitas no calor dos debates. Tudo isso para ser visto sob demanda pelo cidadão que não conseguiu acompanhar ao vivo.

    Muito a se melhorar

    A experiência valeu para testar os processos, as ferramentas e o potencial de uma ação conectada a um programa bem sucedido como o Roda Viva. Ainda há muita coisa para afinar. A qualidade do conteúdo produzido nos bastidores e no bate-papo pode melhorar muito. A página da cobertura merece um trato de design. Também devemos avaliar as possibilidades de ampliação da conexão entre o bate-papo e o debate realizado ao vivo na televisão e a integração do twitter a tudo isso.

    Fica para a próxima. Demos início a uma cobertura participativa e este processo deve ser aberto e vivo. Estamos em fase de avaliação. Por isso as sugestões deixadas no bate-papo e os comentários publicados na blogosfera serão considerados. E quem quiser dar sua contribuição pode usar este espaço.

    Quem quiser saber mais sobre a iniciativa pode acompanhar a repercussão na internet:

    IgovBrasil: A Roda está Viva

    “O que a TV Cultura está fazendo - e o que nenhuma outra emissora comercial fez - é experimentar a convergência hipermidiática, é prospectar a linguagem interativa que a TV Digital irá nos oferecer, sem medos de perder audiência, mas com o compromisso de elevar o conhecimento de seu público. Só a TV pública consegue fazer isso?"

    Tiago Dória: TV Cultura faz 1ª transmissão experimental participativa

    “O que mais chamou a atenção foi a câmera dos bastidores ligada todo o tempo. Mesmo após o encerramento da transmissão na TV, ela continuou funcionando, o desligamento do estúdio foi mostrado e foram feitas entrevistas com os usuários convidados do Twitter, o entrevistado e a apresentadora do Roda Viva. Tipo de conteúdo que, de uma forma ou outra, não entraria na TV”.

    Wagner Fontoura: Roda Viva e seu novo canal de transmissão experimental participativa

    “...Atendendo a reclamações passadas de que o público ainda não podia interagir DIRETAMENTE com os debatedores - entrevistado e entrevistadores - uma nova página eletrônica, de fácil compreensão, boa navegabilidade e extremamente amistosa foi posta no ar e divulgada, onde os participantes do programa interagiam com os internautas...”
    EXIBIÇÃO | PRODUÇÃO

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