Mulheres & PC: o preconceito ficou pra fora da Bienal
O RadarCultura reuniu algumas mulheres do Campus Party e ouviu: ainda existe, sim, preconceito contra a atuação feminina na área tecnológica. Só que ele ficou do lado de fora da Bienal: aqui no Campus Party, homens e mulheres compartilham informações com mútuo respeito profissional. Segundo dados atualizados da organização do evento, elas são 26% dos 3.300 inscritos.
Deixa que eu faço!
As mulheres reunidas atuam nas áreas de conteúdo para web, programação, ambientes colaborativos, desenvolvimento, software livre, comunicação e mecatrônica. Trabalham em frente ao computador e, em geral, avançam em assuntos tradicionalmente masculinos.
Elas sentem o preconceito dos rapazes na hora do trabalho. Em alguns casos, eles se lançam na frente do computador com o “deixa que eu faço!”. Em outras situações, alguns fazem uma cara que dá pra adivinhar o pensamento: “Eu faria melhor”.
Posso conferir?
As estudantes de curso técnico de mecatrônica, Máyra Ueda, Vanessa Castilho e Juliana Salgado, atuam na área de robótica. Dizem que às vezes dá nos nervos ouvir piadinhas dos colegas - como um “posso conferir?” - logo depois de montarem algum equipamento. Vanessa inclusive teve dificuldades de aprendizado no início do curso técnico – o computador não lhe era estranho, o professor que era mal educado para ensinar as únicas duas garotas da sala.
É oriental? Então é por isso!
Marina Atoji é conteudista para web. Para ela, falar sua profissão é como dizer para os rapazes: “Entendo de carros”. Há situações em que os homens associam sua aptidão com o ambiente virtual ao fato de ter traços orientais. Quando revela isso, em conjunto as meninas do debate concluem: “Talvez eles tenham medo de perder espaço!”.
A colega de Marina, Tíssia Nunes, lida com ambientes colaborativos e educação à distância. No debate, ela se trata de um caso à parte: como lida com uma área que pressupõe trabalho em grupo, Tíssia não é atingida pelo preconceito.
O problema é o leigo
A bibliotecária e geógrafa Maria Ângela Pereira, de 56 anos, apresentou-se como “apenas usuária”. Ela acredita que o maior preconceito é contra o leigo, não exatamente contra as mulheres. “Parece que existe o medo de que quem está começando a aprender vá quebrar alguma coisa”.
Já no Campus Party...
As debatedoras disseram que aqui no Campus Party estão conseguindo fazer contatos profissionais sem nenhum problema ou resquício de preconceito. O saldo do debate é que aqui os plugados estão mesmo interessados em trocar idéias e, diante das oportunidades do evento, o resto fica de lado. Elas afirmam que são um grupo pequeno, mas bem recebido.
Quer opinar? Então converse.
Deixa que eu faço!
As mulheres reunidas atuam nas áreas de conteúdo para web, programação, ambientes colaborativos, desenvolvimento, software livre, comunicação e mecatrônica. Trabalham em frente ao computador e, em geral, avançam em assuntos tradicionalmente masculinos.
Elas sentem o preconceito dos rapazes na hora do trabalho. Em alguns casos, eles se lançam na frente do computador com o “deixa que eu faço!”. Em outras situações, alguns fazem uma cara que dá pra adivinhar o pensamento: “Eu faria melhor”.
Posso conferir?
As estudantes de curso técnico de mecatrônica, Máyra Ueda, Vanessa Castilho e Juliana Salgado, atuam na área de robótica. Dizem que às vezes dá nos nervos ouvir piadinhas dos colegas - como um “posso conferir?” - logo depois de montarem algum equipamento. Vanessa inclusive teve dificuldades de aprendizado no início do curso técnico – o computador não lhe era estranho, o professor que era mal educado para ensinar as únicas duas garotas da sala.
É oriental? Então é por isso!
Marina Atoji é conteudista para web. Para ela, falar sua profissão é como dizer para os rapazes: “Entendo de carros”. Há situações em que os homens associam sua aptidão com o ambiente virtual ao fato de ter traços orientais. Quando revela isso, em conjunto as meninas do debate concluem: “Talvez eles tenham medo de perder espaço!”.
A colega de Marina, Tíssia Nunes, lida com ambientes colaborativos e educação à distância. No debate, ela se trata de um caso à parte: como lida com uma área que pressupõe trabalho em grupo, Tíssia não é atingida pelo preconceito.
O problema é o leigo
A bibliotecária e geógrafa Maria Ângela Pereira, de 56 anos, apresentou-se como “apenas usuária”. Ela acredita que o maior preconceito é contra o leigo, não exatamente contra as mulheres. “Parece que existe o medo de que quem está começando a aprender vá quebrar alguma coisa”.
Já no Campus Party...
As debatedoras disseram que aqui no Campus Party estão conseguindo fazer contatos profissionais sem nenhum problema ou resquício de preconceito. O saldo do debate é que aqui os plugados estão mesmo interessados em trocar idéias e, diante das oportunidades do evento, o resto fica de lado. Elas afirmam que são um grupo pequeno, mas bem recebido.
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