Baltasar Garzón na arena do Roda, ágora virtual no Radar
O Roda Viva da próxima segunda, 20/10, transmite pela primeira vez programa gravado com o juiz espanhol Baltasar Garzón. E o RadarCultura continua suas experiências de coberturas participativas pela internet. Nessa edição não teremos a instantaneidade do vivo. No lugar da possibilidade de interação com o convidado, característica das experiências anteriores, queremos criar paralelamente a já consagrada arena do RodaViva, uma grande “ágora virtual”.
A proposta é transformar o bate-papo da página de cobertura participativa, que acompanha a transmissão do programa pela internet, numa sala de diálogo multimídia entre especialistas, cidadãos e a produção do Roda Viva. Para tanto, convidamos cientistas políticos, juristas, ex-perseguidos políticos, representantes da Comissão de Anistia para participar on-line desta conversa que pode ter também a sua colaboração.
Justiça de transição
Baltasar Garzón é conhecido por ter mandado prender o ex-ditador chileno Augusto Pinochet. Investigou a participação de militares argentinos no desaparecimento de cidadãos espanhóis durante a ditadura no país e coleciona inimigos, que lhe renderam inúmeras ameaças de morte.
Na Espanha, mandou prender terroristas do ETA e perseguidores do grupo separatista basco. Processou o primeiro-ministro italiano Sílivo Berlusconi, declarou-se contra a guerra do Iraque e não se intimida em enfrentar qualquer instituição, de qualquer país.
Em nome da justiça internacional, respaldado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, Garzón é um dos mais perseguidos, admirados e temidos juízes do mundo. O foco de seus processos: os crimes de lesa-humanidade. Trabalha numa área pouco conhecida aqui no Brasil, a justiça de transição. De transição porque trata do legado de violência deixado por regimes autoritários ou totalitários na passagem ou retorno à democracia.
Para contribuir para o entendimento das questões que serão tratadas pelo juiz durante o programa e trazer a discussão para a realidade brasileira convidamos a cientista política Glenda Mezarobba para participar da mediação do bate-papo. Glenda é autora de "Um acerto de contas com o futuro: a anistia e suas conseqüências - um estudo do caso brasileiro", publicado pela Humanitas/Fapesp em 2006 e defendeu doutorado comparando as ditaduras do Brasil, Chile e Argentina.
Jornalismo como conversa, não como palestra
O objetivo desta edição é explorar os recursos de participação que a internet oferece para construir um jornalismo dialogado, se apropriando de um termo usado por Dan Guilmor e bem explicado por Carlos Castilho em artigo publicado no Observatório da Imprensa:
“O jornalismo como conversa está amparado na idéia de valorização das narrativas de protagonistas de um fato noticioso visando uma contextualização mais ampla, capaz de diversificar os enfoques e reduzir distorções”.
A idéia é reunir o máximo de participantes para qualificar o bate-papo que acompanha a transmissão do programa. A partir das 21h40 daremos início às transmissões na internet e Glenda estará a disposição dos internautas para falar sobre justiça transitória, ditaduras na América Latina, anistia no Brasil e outras questões que surjam relacionadas a temática da entrevista de Garzón. A transmissão da entrevista com o juiz espanhol começa às 22h10.
Também temos a confirmação da participação remota de conselheiros da Comissão de Anistia do Brasil e vamos publicar vídeos, textos e outros materiais de arquivo que ampliem as informações em discussão.
Jornalistas somos todos
Convocamos o internauta para contribuir com a qualificação do debate desta noite. Além de apresentar duas dúvidas, sugestões e comentários, convidamos os participantes desta ágora virtual a se apropriar do canal de bate-papo para publicar documentos, depoimentos, fotos que contem suas estórias relacionadas ao período de ditadura ou de busca pela democracia no Brasil e no exterior.
Para construir esse debate em parceria com o RadarCultura, basta acessar a página www.radarcultura.com.br/rodaviva a partir das 21h40, clicar para abrir o bate-papo, se identificar e participar. Quem quiser publicar fotos relacionadas aos temas em debate pode publicar suas imagens no Flickr com as tags rodaviva e garzon. Estas fotos serão automaticamente publicadas na página de cobertura especial participativa.
Na página da cobertura participativa do Roda Viva, além do bate-papo você vai encontrar:
- Transmissão do Roda Viva com legendas (o entrevistado responde às questões em espanhol);
- Transmissão exclusiva do Roda Viva dublado (para facilitar a participação no chat);
- Transmissão da condução do bate-papo com Glenda Mezarobba (respondendo a questões do internauta);
- Bate-papo com publicação de materiais multimídia (reportagens em áudio, vídeos dos arquivos da Cultura sobre anistia, ditatura, Pinochet, etc, links para documentos históricos);
- Comentários do twitter com a tag rodaviva;
- Fotos publicadas pelos internautas sobre temáticas relacionadas ao debate em questão.
Divulguem e participem.
A proposta é transformar o bate-papo da página de cobertura participativa, que acompanha a transmissão do programa pela internet, numa sala de diálogo multimídia entre especialistas, cidadãos e a produção do Roda Viva. Para tanto, convidamos cientistas políticos, juristas, ex-perseguidos políticos, representantes da Comissão de Anistia para participar on-line desta conversa que pode ter também a sua colaboração.
Justiça de transição
Baltasar Garzón é conhecido por ter mandado prender o ex-ditador chileno Augusto Pinochet. Investigou a participação de militares argentinos no desaparecimento de cidadãos espanhóis durante a ditadura no país e coleciona inimigos, que lhe renderam inúmeras ameaças de morte.
Na Espanha, mandou prender terroristas do ETA e perseguidores do grupo separatista basco. Processou o primeiro-ministro italiano Sílivo Berlusconi, declarou-se contra a guerra do Iraque e não se intimida em enfrentar qualquer instituição, de qualquer país.
Em nome da justiça internacional, respaldado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, Garzón é um dos mais perseguidos, admirados e temidos juízes do mundo. O foco de seus processos: os crimes de lesa-humanidade. Trabalha numa área pouco conhecida aqui no Brasil, a justiça de transição. De transição porque trata do legado de violência deixado por regimes autoritários ou totalitários na passagem ou retorno à democracia.
Para contribuir para o entendimento das questões que serão tratadas pelo juiz durante o programa e trazer a discussão para a realidade brasileira convidamos a cientista política Glenda Mezarobba para participar da mediação do bate-papo. Glenda é autora de "Um acerto de contas com o futuro: a anistia e suas conseqüências - um estudo do caso brasileiro", publicado pela Humanitas/Fapesp em 2006 e defendeu doutorado comparando as ditaduras do Brasil, Chile e Argentina.
Jornalismo como conversa, não como palestra
O objetivo desta edição é explorar os recursos de participação que a internet oferece para construir um jornalismo dialogado, se apropriando de um termo usado por Dan Guilmor e bem explicado por Carlos Castilho em artigo publicado no Observatório da Imprensa:
“O jornalismo como conversa está amparado na idéia de valorização das narrativas de protagonistas de um fato noticioso visando uma contextualização mais ampla, capaz de diversificar os enfoques e reduzir distorções”.
A idéia é reunir o máximo de participantes para qualificar o bate-papo que acompanha a transmissão do programa. A partir das 21h40 daremos início às transmissões na internet e Glenda estará a disposição dos internautas para falar sobre justiça transitória, ditaduras na América Latina, anistia no Brasil e outras questões que surjam relacionadas a temática da entrevista de Garzón. A transmissão da entrevista com o juiz espanhol começa às 22h10.
Também temos a confirmação da participação remota de conselheiros da Comissão de Anistia do Brasil e vamos publicar vídeos, textos e outros materiais de arquivo que ampliem as informações em discussão.
Jornalistas somos todos
Convocamos o internauta para contribuir com a qualificação do debate desta noite. Além de apresentar duas dúvidas, sugestões e comentários, convidamos os participantes desta ágora virtual a se apropriar do canal de bate-papo para publicar documentos, depoimentos, fotos que contem suas estórias relacionadas ao período de ditadura ou de busca pela democracia no Brasil e no exterior.
Para construir esse debate em parceria com o RadarCultura, basta acessar a página www.radarcultura.com.br/rodaviva a partir das 21h40, clicar para abrir o bate-papo, se identificar e participar. Quem quiser publicar fotos relacionadas aos temas em debate pode publicar suas imagens no Flickr com as tags rodaviva e garzon. Estas fotos serão automaticamente publicadas na página de cobertura especial participativa.
Na página da cobertura participativa do Roda Viva, além do bate-papo você vai encontrar:
- Transmissão do Roda Viva com legendas (o entrevistado responde às questões em espanhol);
- Transmissão exclusiva do Roda Viva dublado (para facilitar a participação no chat);
- Transmissão da condução do bate-papo com Glenda Mezarobba (respondendo a questões do internauta);
- Bate-papo com publicação de materiais multimídia (reportagens em áudio, vídeos dos arquivos da Cultura sobre anistia, ditatura, Pinochet, etc, links para documentos históricos);
- Comentários do twitter com a tag rodaviva;
- Fotos publicadas pelos internautas sobre temáticas relacionadas ao debate em questão.
Divulguem e participem.
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